Feira do morango encerra vendas no Largo do Mercado
A partir deste sábado (26), é a vez da comercialização direta de uva do produtor ao consumidor
As feiras públicas para comercialização do morango diretamente do produtor ao consumidor chegam ao fim. Esta sexta-feira (25) foi o último dia de vendas na banca instalada no Largo Edmar Fetter, em frente ao Mercado Central. A partir deste sábado (25), é a vez da uva tomar os espaços, em pontos fixos e itinerantes, para ser adquirida pela população.
Fotos: Marcel Ávila
Oficialmente, a feira do morango foi encerrada dia 18 de novembro. No entanto, para proporcionar maior lucro aos produtores e atender a procura dos consumidores, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) estendeu as atividades no ponto fixo do Mercado Central.
Estamos estudando a possibilidade de ceder outro local para que prossiga a comercialização direta do morango. Seria uma forma de estimular ainda mais a evolução da cultura na zona rural”, salienta o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel.
O que diz o produtor
A comercialização do morango, no último dia de banca no Mercado, esteve a cargo dos produtores Leomar Pedrotti e Eduardo Scheutzow, moradores na localidade Ponte Cordeiro de Farias. Há pouco mais de quatro anos, eles cultivam a fruta em estufa – o que garante produção mesmo fora do forte da safra anual.
Foto: Marcel Ávila
Na feira, pegamos o preço final, sem atravessadores. Isso é um incentivo para investimento na nossa propriedade e uma estratégia capaz de fortalecer a permanência do agricultor no meio rural, inclusive jovens”, afirma Pedrotti.
Os produtores levaram 250 quilos de morango para comercializar no último dia de feira. Eles contam que “antes não se via o dinheiro. O lucro ficava para o atravessador”. A venda direta confirma melhor e justa remuneração pela atividade. O sistema de feiras é uma das políticas adotadas pela SDR para desenvolver ainda mais a cultura.
Reunião técnica
Nesta semana, foi realizada uma reunião sobre morango, promovida por grupo organizado de produtores, com apoio da SDR, Emater, UFPel, Embrapa e Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na Associação Rural de Pelotas (ARP), para discutir aspectos técnicos da produção.
Fotos: Divulgação/SDR
Os principais temas debatidos foram a evolução do morango na região, produção de mudas de qualidade, a legislação para comercialização e a industrialização da fruta.
O grupo organizado promove reuniões periódicas. Está trabalhando para consolidar-se, ampliar-se e evoluir nos aspectos técnicos da cultura. Futuramente, quem sabe, poderá ser criada uma associação municipal de produtores de morango”, comenta Seidel.
Para o secretário, as reuniões são também importantes para auxiliar produtores a superarem as dificuldades fora da propriedade, orientando-os sobre a comercialização.