Festival internacional de música entra na reta final
Sucesso absoluto desde as primeiras apresentações, o Festival Internacional Sesc de Música entra em sua reta final, tendo suas últimas apresentações programadas para este sábado (19). Desde o dia 6, quando teve início, uma série de apresentações, oficinas, encontros e recitais se espalharam por todos os cantos do Município, propiciando à comunidade a oportunidade de interagir com respeitados profissionais da área de diversas partes do mundo. Toda a programação é gratuita, reiterando a preocupação dos organizadores com a inclusão social. Tendo a diversidade cultural como mote, o Festival não se restringiu a teatros e clubes sociais e já percorreu os mais diversos espaços públicos, tendo passado pela Praça Cel. Pedro Osório, Laranjal Praia Clube, Creche da Santa Casa, ONG Anjos e Querubins e, nesta quinta-feira (17), reuniu centenas de pessoas em plena rua 15 de Novembro em torno da apresentação do Grupo de Metais. A programação tem prosseguimento amanhã (18), penúltimo dia do Festival, por meio da apresentação de alunos e professores que farão uma visita a uma Escola de Samba, demonstrando mais uma vez que a música não tem fronteiras, apenas variações de ritmos. À noite, às 21h, ocorre Concerto da Orquestra Acadêmica, no Theatro Guarany. No último dia de atividades (19), a agenda do Festival prevê na parte da tarde, na Sociedade Música pela Música, a apresentação de alunos e professores. A partir das 14h30, a programação abre com o Concerto “Música de Câmara/ Cordas”, segue com o Núcleo de Inclusão Cultural “Crianças”, às 17h, e Recital “Classe de Canto”, às 18h. O encerramento será com a Banda Sinfônica Acadêmica, sob regência de Dario Sotelo, às 21h, no Clube Brilhante. No espetáculo, o regente paulista adianta que haverá uma grande diversidade musical. “Apresentaremos desde peças nacionais, quanto latino-americanas e de países como Estados Unidos. No caso da música brasileira, teremos tanto baião, quanto música indígena, além de obras de Villa-Lobos, Ricardo Silva e outros importantes compositores”, explica Sotelo. Em relação ao festival, ele afirma ser uma oportunidade para a aproximação das comunidades com a música: “É uma satisfação participar deste evento em que todos ganham. Nas escolas se usa muito o esporte como inclusão, mas em festivais como este e em ações de inclusão, conseguimos mostrar que a música é um grande trunfo pra estimular o desenvolvimento das pessoas”. Dario Sotelo é formado em piano, violino e viola, recebeu seu título de mestrado em regência orquestral pela “City University”, em Londres. É membro do Conselho e da Comissão Artística da Wasbe (Associação Mundial de Conjuntos de Sopros e Bandas Sinfônicas), representante da América do Sul. Inclusão Cultural – O I Festival Internacional Sesc de Música dedicou parte de sua agenda para atividades culturais. O Centro Cultural Anjos e Querubins, localizado no loteamento Getúlio Vargas, na periferia da cidade, foi um dos pontos de cultura do evento. Segundo Edu Pacheco, coordenador do Grupo Cuíca de Santa Maria, professor da Uergs e da Unisc, cerca de 20 crianças estão sendo atendidas no local. “Nosso objetivo é contribuir com essas pessoas. Auxiliar a despertar o lado criativo”, comenta. Ele completa afirmando que a oficina se destaca por não ser realizada em espaços formais. Já a pequena Karen Medina Goes, 7 anos, está participando das atividades de chocalho e percussão. “Gosto de tocar instrumentos e aprendi coisas novas”, conta a menina, que é estudante da 2ª série do Ensino Fundamental. A proposta do Núcleo de Inclusão Cultural é discutir a inclusão social por meio da música, além de incentivar a formação e a aproximação de jovens com a arte. Com a utilização de materiais alternativos, o Núcleo promove em alguns dos encontros a construção de sentidos musicais, a partir de materiais como folhas de jornal, água, tubos de PVC, lajotas e latinhas. “Com a utilização de materiais alternativos o objetivo não é imitar sons já tradicionais e sim estimular a descoberta de novas sonoridades. O desafio para as crianças e adolescentes com estas atividades é aprimorar o olhar para a construção de sons”, afirma Edu Pacheco. O Festival, realizado pelo Sistema Fecomércio-RS, por meio do Sesc, tem o apoio institucional da Prefeitura de Pelotas e apoio cultural do Expresso Embaixador, UFPel/Conservatório de Música, Universidade Católica, Sedac (Secretaria de Cultura do Estado), Ospa e Senac.