Fetter assina portaria para instituição do programa Rede Cegonha
O prefeito Adolfo Antonio Fetter assinou hoje (4) portaria que institui a Rede Cegonha no Município, programa de saúde que se somará ao projeto Mãe Legal faz Pré-natal da Prefeitura, e nomeia o grupo condutor das ações, exigido pelo Ministério da Saúde. Ao destacar a importância da atenção ainda mais humanizada à gravidez e ao pós-parto, o chefe do Executivo pelotense salientou a expectativa de que o governo do Estado anuncie o pagamento efetivo da verba de R$ 1 milhão, cuja parte será destinada à ampliação da UTI Neonatal do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP). “Esperamos que o governador em exercício, Beto Grill, e o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, concretizem, nessa semana, o convênio assinado no ano passado, que permitirá também a instalação de mais dez leitos”, assinalou o prefeito. Na presença da secretária de Saúde de Pelotas, Arita Bergmann, e do chefe de gabinete, Abel Dourado, Fetter referiu-se à Rede Cegonha como especialmente relevante devido à possibilidade de aportar recursos adicionais, reduzindo, em proporções maiores, o índice de mortalidade infantil. Para a gestora titular da pasta municipal, uma das vantagens do trâmite burocrático desta quarta-feira consiste na organização que tornará Pelotas uma das primeiras cidades gaúchas a contar com os benefícios da Rede Cegonha. Segundo Arita, os objetivos principais são a qualificação do pré-natal, a ampliação da oferta de exames para gestantes de alto risco e o aumento do custeio dos leitos da UTI Neonatal. “Em resumo, integrando-a às ações do ‘Mãe Legal’, vamos elevar a qualidade do sistema, garantindo mais cuidados às mulheres, como planejamento reprodutivo e atenção redobrada à gestação, ao parto e ao puerpério, e às crianças”, disse a secretária, ressaltando a preocupação do governo municipal com o direito ao nascimento, ao crescimento e ao desenvolvimento saudáveis e seguros. Sobre os resultados obtidos pela administração atual, o chefe de Gabinete, Abel Dourado, deu especial ênfase - na breve cerimônia de assinatura desta manhã - à queda da mortalidade infantil no Município. Conforme Dourado, quando Fetter iniciou o mandato, o coeficiente estava no patamar de 20 mortes para cada mil nascimentos. “Oscilando, mas sempre com tendência em queda, esse número chegou a despencar para 11 falecimentos”, informou o chefe de gabinete. Na avaliação do prefeito, embora abaixo do registrado na maioria dos municípios, a taxa de Pelotas ainda é elevada. “O que justifica os nossos ‘sobre-esforços’ em várias frentes de trabalho e na captação de verbas”, argumentou Fetter. Atuar nesse coeficiente, esclareceu o gestor-chefe da Prefeitura, reflete diretamente nos indicadores mais sensíveis da sociedade e de sua qualidade de vida. Segundo ele, um dos desafios ao qual a administração está se propondo, ao aderir à Rede Cegonha, é identificar o contingente de 14,7% de mães cujos partos foram prematuros. “Precisamos trazê-las para a rede municipal com a finalidade de ensinar cuidados essenciais”, frisou. Em 2011, fundamentou o prefeito, dos 3.179 bebês nascidos, 468 foram prematuros e, destes, 81 apresentaram peso abaixo de 1,5 quilo. “Com o crescimento da gravidez na adolescência e o uso de drogas durante a gestação, aumentaram os percentuais de prematuridade em todo o País. A reversão desse quadro depende de comportamentos individuais, que só podem ser modificados com o trabalho de conscientização”, constatou. No que diz respeito ao que já está sendo feito, Fetter fez a ressalva de que o funcionalismo municipal de Saúde empenha-se no trabalho ativo, com a população feminina, por meio dos agentes comunitários e visitadores do Primeira Infância Melhor (PIM). Encerrando a audiência de hoje, Arita explicou que os integrantes do comitê, nomeados na portaria de número 01 pelo prefeito, dedicam-se à fase final da elaboração do Plano Municipal da Rede Cegonha. “Este planejamento possibilitará o encaminhamento da adesão de Pelotas no referido programa, passando nas instâncias previstas, entre eles o Colegiado regional, visando à habilitação ao montante financeiro prenunciado na portaria ministerial”, detalhou a secretária de Saúde.