Fetter busca recursos em Brasília para reparar danos da enxurrada
O prefeito Adolfo Antonio Fetter inicia na próxima semana uma série de reuniões e audiências em Brasília, junto a diversos Ministérios, em busca de recursos para reparar os danos provocados pela tempestade da última semana. Os compromissos de Fetter no Distrito Federal começam na manhã de terça-feira, quando participa do Encontro Nacional dos Novos Prefeitos e Prefeitas com o presidente Luis Inácio Lula da Silva.
O prefeito buscará ainda agilizar a homologação da situação de emergência de Pelotas pelo Governo Federal, trâmite burocrático do qual depende o repasse de recursos financeiros à cidade. “Precisamos da liberação destas verbas para reconstruirmos tudo o que foi destruído o mais rápido possível, pois a população não pode esperar”, frisa o prefeito, que ficará até quarta-feira na capital do país.
Nos encontros políticos, Fetter apresentará ao presidente Lula e aos ministros um relatório com todas as informações sobre os prejuízos causados pelas chuvas, que somam R$ 52 milhões. Segundo os dados oficiais, o apoio do Governo Federal é fundamental para o restabelecimento do transporte nas estradas federais, a recuperação de ruas, estradas e pontes nos municípios atingidos, a reforma ou reconstrução de residências e a recuperação das perdas nas áreas rurais.
O relatório preparado pelo prefeito lista ainda as principais conseqüências das chuvas na Região Sul do Estado. No topo da lista estão as 14 mortes, além de milhares de desabrigados e desalojados, com reflexos atuais e futuros na área da saúde (contaminação de águas, risco de doenças respiratórias e dermatites, etc.) e a interrupção do trânsito em três trechos de rodovias federais, com pontes destruídas, cabeceiras e acostamentos danificados. Os prejuízos seguem com a interrupção do transporte ferroviário, devido ao descarrilamento de um trem, interrupção no fornecimento de energia elétrica a vários municípios, em especial nas áreas rurais, por períodos que chegaram a uma semana e queda nas comunicações telefônicas em vários municípios.
As perdas ocorreram ainda na infra-estrutura pública municipal, com destaque para aquelas situadas no interior, tais como pontes, estradas e estações de tratamento de água. Milhares de famílias urbanas tiveram suas residências alagadas, com destruição e estragos nas próprias casas, bem como perdas de móveis, eletrodomésticos, roupas e documentos. As áreas rurais sofreram perdas expressivas também com morte de animais, destruição de plantações e de produtos, bem como a interrupção de suas atividades de manutenção (em especial a produção leiteira), assim como danos em suas residências e instalações produtivas.