Fetter destaca parceria no combate e prevenção à violência

Por Divulgação 07-05-2007 | 00:00:00
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Prefeito Fetter Júnior considera que a prevenção à violência se constitui num novo desafio para um antigo problema. A declaração do chefe do Executivo é expressa a propósito da implantação do Comitê Municipal de Combate e Prevenção da Violência, a partir de projeto conjunto com o Governo do Estado. Depois de reuniões preparatórias, envolvendo quatro secretarias municipais, governo estadual, representantes da comunidade, de instituições e órgãos da Segurança Pública, a implantação do comitê em Pelotas está marcada para o dia 15, com a presença confirmada do secretário Estadual de Saúde, Osmar Terra, e possivelmente da governadora Yeda Crusius.

Segundo Fetter, logo no início do atual governo estadual, em reunião realizada em janeiro no Centro Administrativo, em Porto Alegre, cinco prefeituras foram chamadas para um “esforço pioneiro” de integração de esforços entre os diferentes níveis de governo e a sociedade, no sentido de integrar ações voltadas à prevenção da violência.

Desde então, acrescenta o prefeito, diversas reuniões foram realizadas em Porto Alegre, Pelotas e em outras cidades “O objetivo é verificar-se o que cada Município já está fazendo e discutir a possibilidade de ações integradas e coordenadas, com foco em áreas prioritárias dentro de cada município e com base nos principais fatores apontados como causas da violência”.

Confira quadro com alguns fatores considerados como causas da violência:

• Questões genéticas (disfunções e distúrbios hereditários); • Transtornos adquiridos ou desenvolvidos ao longo da vida; • A dependência de drogas e suas conseqüências; • Questões ligadas a “gênero” (relacionadas mais ao sexo masculino, como agente de violência); • Problemas com o ambiente (infra-estrutura),acesso a escolas, saúde, trabalho, etc.); • Questões culturais, tanto relacionadas à “valores” (permissividade, tolerância à transgressão, culto ao “levar vantagem”, desenraizamento de segmentos populacionais) e a própria desinformação (falta de conhecimentos sobre legislação, prevenção da gravidez indesejada ou de acesso a bens e serviços).

PELOTAS

Fetter Júnior ressalta que a Prefeitura de Pelotas integrou-se ao projeto - “mesmo que nossos índices de violência sejam bem menores do que as médias estadual ou nacional, mas ainda assim acima do que seria desejável” – porque entende que a violência não pode ser tratada apenas como um problema policial. “Quanto a isto é preciso destacar nosso reconhecimento ao serviço prestado pelas polícias civil e militar, que respondem por imprescindível dever do Estado, desempenhado com dedicação e competência, apesar das dificuldades”, diz. O prefeito argumenta, no entanto, que está provado que não bastam as ações policiais, nem mesmo o progresso material da comunidade, para erradicar a violência presente no mundo contemporâneo.

Para ele, é preciso, também, buscar atuar de forma mais abrangente nos fatores que geram esta violência (Veja quadro) e isto, destaca, não pode ser feito apenas pelos governos ou pela Administração Pública como um todo. “Esta é uma tarefa de toda a sociedade, seja porque não existe muita disponibilidade pública de recursos, seja porque é necessário promover a “inclusão social” das pessoas e isto demanda atenção, carinho e participação comunitária”.

MENSAGEM

O prefeito explica que esta foi a mensagem que procurou transmitir às diversas entidades e instituições presentes em reunião preparatória para a instalação do Comitê Municipal de Combate e Prevenção da Violência, ocorrida na semana passada no auditório da Secretaria de Educação, preparando o encontro do próximo dia 15. Da parte da Prefeitura de Pelotas, afirma ele, já são quatro as Secretarias que estão trabalhando com o tema - Saúde, Educação, Cidadania e Projetos Especiais -, buscando mapear os serviços prestados e a forma de sua complementaridade e maior eficácia. “Não será este um desafio fácil, até porque envolve a todos, nas mais diversas esferas, mas temos a convicção de que a comunidade se envolverá nesta iniciativa, porque está ciente de que é preciso unir forças para combater e prevenir a violência em todos os seus níveis”.

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