Fetter e Cufa discutem prevenção ao crack

Por Divulgação 11-05-2009 | 00:00:00
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O prefeito Adolfo Antonio Fetter recebeu, na tarde de hoje (11), representantes locais da Central Única das Favelas (Cufa) para discutir a prevenção ao uso de crack em Pelotas. De acordo com uma pesquisa realizada pela entidade, há cerca de 7 mil usuários da droga no município.

Os representantes da Cufa que participaram da reunião – Edson e Sandro Mesquita, Vagner Lemos Borges e Cláudio Rodrigues - acreditam que o trabalho tem que ser preventivo, pois após um único uso de crack, o usuário torna-se viciado, e o resgate é muito mais difícil e caro, do que a prevenção. Para eles, as crianças e adolescentes precisam saber o que a droga causa para não se sentirem atraídos por ela. A Cufa também trabalha com uma exposição fotográfica e palestras, que deve ser reproduzida pela prefeitura para que seja usada em todas as escolas.

O prefeito lembrou que no próximo dia 20 o Programa de Prevenção à Violência completa três anos, e que encomendou à coordenadora do Programa, Julia Frio, além do relatório do trabalho desenvolvido, definir prioridades na prevenção da violência, um plano de trabalho para elas e parceiros para execução. Ele solicitou aos secretários da Educação, Arthur Correa e de Projetos Especiais, Cláudia Ferreira, presentes na reunião, que discutissem com as outras secretarias envolvidas no Programa, que incluíssem o Cufa no programa de prevenção ao uso de drogas. Na opinião de Fetter, o aumento da violência do município, que até maio de 2009 já fez mais vítimas que nos 12 meses de anos anteriores, tem relação direta com o uso de drogas, como a disputa por pontos de distribuição e por dívidas de usuários, por isso, para ele, a Cufa é parceiro importante na redução dos índices de violência.

A Cufa diz trabalhar a linguagem da periferia e apresenta como alternativa ao uso de drogas, a prática de esportes, as oficinas de hip hop – onde os participantes aprendem a aprendem a cantar, dançar, fazer grafite. Atividades que pode trazer ao organismo reações, prazeres semelhantes às provocadas pelas drogas. Mas o trabalho tem que ser permanente, não basta realizar oficinas de dois ou três dias, “e depois?” pergunta o prefeito, reafirmando a necessidade de um trabalho continuado, também manifestado pelo movimento.

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