Fetter e reitores reivindicam aumento de recursos à área da saúde
O Pronto-socorro de Pelotas, assim como a rede pública de saúde, presta atendimento regional, atendendo pelo menos um terço da demanda de uma população estimada em quase 1 milhão de habitantes, não tem como arcar com toda essa despesa e precisa que o governo federal aumente os recursos para o Município, antes que a situação se torne ainda mais complicada. Esse é o resumo da reivindicação apresentada pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter e os reitores César Borges, da UFPel, e Alencar Proença, da UCPel, à coordenadora do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardo, hoje (26) à tarde em Brasília. Fetter também teve audiência no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Ministério das Cidades, e com o presidente nacional do Partido Progressista, senador Francisco Dornelles. O prefeito foi para Porto Alegre ontem (25) à noite, viajou à Brasília hoje (26) de manhã, cumpriu agenda o dia inteiro na capital federal e retorna à noite, chegando em Pelotas nas primeiras horas da madrugada. A exemplo do que ocorreu semana passada, durante reunião com o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni (PDT), quando defendeu o aumento de recursos estaduais para cobrir despesas com atendimento de média complexidade, Fetter reafirmou à Cleussa Bernardo que o PS, assim como o teto da saúde do Município, necessitam de maior aporte de recursos. “Solicitamos para o PS o aporte de mais R$ 200 mil mensais, pois tanto a UCPel quanto a UFPel não têm como aumentar os R$ 200 mil repassados à instituição mensalmente. Apesar de a Prefeitura entrar com R$ 300 mil mensais, em 2010 houve um déficit de R$ 800 mil no PS e a tendência é de que isso se repita em 2011, caso a União e o Estado não aumentem os recursos”, salientou Fetter. Ele também reivindicou o aumento do teto básico da saúde, em pelo menos R$ 500 mil, tendo em vista o aumento da demanda e os atendimentos extras de alta complexidade pelos hospitais conveniados. O prefeito destaca que Cleusa Bernardo considerou as reivindicações justas e pertinentes e garantiu que as encaminharia ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Fetter explica que a dificuldade alegada no MS, com relação a recursos, se refere ao fato de que o Orçamento da União de 2011 ainda não está em operação, tendo em vista a transição e a troca de governo em nível federal. Na audiência no Iphan, Fetter buscou informações sobre os repasses de recursos do Programa Monumenta, cujas parcelas mensais, relativas às obras do Mercado Central e Grande Hotel, estão atrasadas. Ele se reuniu com o responsável pelo Programa Monumenta, Robinson Almeida, alegando que são pelo menos sete parcelas em atraso, inclusive um pagamento do Casarão 6, inaugurado em novembro. Disse, ainda, que a Prefeitura já antecipou e quitou sua contrapartida, como forma de evitar a paralisação das obras, mas não tem como assumir a responsabilidade financeira do governo federal. “Nesse caso do Monumenta, a questão também é de Orçamento, mas eles me garantiram que até meados de fevereiro os repasses serão atualizados”, afirmou o prefeito. Pela manhã, Fetter se reuniu com o presidente nacional do Partido Progressista (PP), senador Francisco Dornelles, quando discutiu temas políticos, inclusive a posição do partido em relação ao governo federal, assim como o quadro político atual e futuro.