Fetter faz balanço da viagem ao Reino Unido

Por Divulgação 05-07-2010 | 00:00:00
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         A visita à Prefeitura de Pelotas sexta-feira (9) do  superintendente de Tecnologia da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) Aloísio Nóbrega, já é um dos reflexos positivos da viagem do prefeito Adolfo Antonio Fetter como membro da Missão Empresarial e Governamental brasileira ao Reino Unido, de 26 a 4 de julho. Nóbrega também integrou a comitiva de 36 brasileiros a New Castle (Inglaterra) e Aberdeen (Escócia), semana passada, com o objetivo de conhecer a realidade econômica e produtiva local, colher dados e informações, além de fazer contatos com empresários e agentes governamentais. No final do mês,  também estará em Pelotas o representante do BNDES, Rogério Boeira, que também fez parte da comitiva, e em outubro, o Brasil e o Rio Grande de Sul recebem missão de empresários e autoridades do Reino Unidos, em retribuição a visita dos brasileiros. 
         “Foi uma viagem  proveitosa, uma vez que cumprimos agenda em três turnos tanto na Inglaterra quanto na Escócia, apesar de cansativa em função do tempo perdido em aeroportos e deslocamentos. Para se ter uma ideia, a viagem de retorno levou 31 horas, desde que saímos da Escócia,  sábado de manhã, e chegamos a Porto Alegre, no domingo à tarde. No entanto,  nosso objetivo foi alcançado, pois colocamos definitivamente Pelotas no contexto do polo naval voltado à cadeia petrolífera”, salienta Fetter, que, junto  com o chefe do Executivo de Rio Grande, Fábio Branco, foram os únicos prefeitos do Rio Grande do Sul convidados a fazer parte da comitiva brasileira.
         Ao prestar contas e fazer um balanço da viagem, Fetter destaca que a importância da participação de Pelotas na visita ao Reino Unido se dá em duas vertentes. A primeira, segundo ele, foi que proporcionou contatos  com  empresários e autoridades ligadas ao setor petrolífero e naval, assim como a instituições  de financiamento de projetos e empreendimentos, como o BNDES. “Como a Prefeitura já faz parte do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás e Energia da Fiergs, por meio do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos,  consolidamos relações com essas autoridades políticas e empresariais gaúchas e brasileiras”.
         O segundo benefício, acrescenta o prefeito, se refere ao fato de que conseguiu dar visibilidade a Pelotas junto ao empresariado e autoridades da Inglaterra e da Escócia, dando ciência das potencialidades do  Município,  nas mais diversas áreas, visando atrair investimentos no setor da indústria naval e petrolífera. “Neste particular, já conseguimos o aval do governo estadual para que nossa zona portuária se constitua em polo naval complementar ao de Rio Grande, com os mesmos incentivos governamentais liberados à cidade vizinha, e agora estamos aptos a trabalhar para que o governo federal também reconheça essa realidade e nos auxilie a consolidar Pelotas como integrante deste novo nicho produtivo”, diz o prefeito. Ele entende que, como polo naval complementar e a partir da instalação do polo tecnológico do Município, já criado, Pelotas se insere de vez num novo mercado, da tecnologia,  diversificando sua base produtiva e gerando novas oportunidade de emprego e aumento de renda.
 
         OPORTUNIDADES


         Fetter acrescenta que a viagem também lhe proporcionou conhecer de perto a cadeia produtiva do petróleo, gás e indústria naval no Reino Unido, já que visitou inúmeras empresas que desenvolvem tecnologias e produtos para suprir a demanda do que é reconhecida como uma indústria bilionária. Ela se inicia com a prospecção de petróleo e passa por uma cadeia produtiva com diversas ramificações. Ele cita que tudo começa com a identificação da área produtiva, a perfuração, a indústria de exploração dos produtos, logística e manutenção dos equipamentos,  transporte, alimentação, entre outras necessidades. Depois, a produção de petróleo e gás desencadeia outra cadeia produtiva, com vários nichos, envolvendo empresas de alta e média tecnologia e empreendimentos secundários de apoio. Fetter diz que essa realidade irá se concretizar em nível local e regional quando for iniciada a prospecção de petróleo e gás na chamada “Bacia de Pelotas”.
     
MÃO- DE – OBRA


         O prefeito de Pelotas  relata que buscou informações sobre a formação de mão-de-obra qualificada para o setor. Para tanto, visitou  duas universidades, uma em New Castle e outra em Aberdeen, além de centros de treinamento de pesquisadores e trabalhadores. Ele  conta que as duas cidades desenvolveram tecnologias de ponta para  a exploração de petróleo e gás em águas profundas, no Mar do Norte,  no final da década de 1960. Fetter  acrescenta que ambas eram cidades cuja economia se baseava na agroindústria e em 40 anos, sobretudo Aberdeen,  se tornaram potências mundiais no setor da indústria petrolífera. “No pico da produção chegaram a 4 milhões de barris/dia e hoje está estabililizado em 2,5 milhões de barris/dia, embora tenham reservas para 20 anos apenas e em condições mais adversas em função da profundidade cada vez maior. Em função disso, eles estão tentando descobrir novas áreas, como forma de suprir a demanda cada vez mais crescente”.


          IMPACTO


         Outro aspecto importante das visitas, afirma o prefeito, se refere ao impacto da diversificação produtiva nas comunidades locais. Nesse sentido, houve reuniões com os “prefeitos”, na realidade, diz Fetter,  espécie de primeiro-ministro municipal, considerando que são nomeados pelos conselheiros ( “vereadores”), idêntico ao sistema parlamentarista. New Caste possui cerca de 207 mil habitantes, enquanto que Aberdeem conta com 270 mil habitantes e, segundo Fetter, nas duas cidades se constatou equilíbrio entre Legislativo e Executivo no que tange à administração pública, pois cada conselheiro ou “vereador” é responsável por uma área especifica (Habitação, limpeza etc.), trabalhando em sintonia com o Executivo. 
         A transição social e econômica para esta nova realidade, explica Fetter, foi difícil e demandou vários anos, tanto de mudança de cultura quanto de qualificação e preparação para novos patamares produtivos. Hoje, transformaram-se em cidades cosmopolitas, alvo de migração e imigração,  provocando a mudança de hábitos e a necessidade de adaptação a um novo contexto. “Em certa medida, pelo que observamos e vimos lá, há semelhanças com o que está acontecendo com Pelotas e região e, sem dúvida, vamos tirar proveito desses contatos em benefício da população”, reforça Fetter.


COMITIVA


         Além de Fetter e Branco, participaram da comitiva outras 34 pessoas. Do governo estadual, os secretários Josué Barbosa, de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, e José Alfredo Parodi, de Planejamento e Gestão, além do  secretário-adjunto Adalberto Netto, de Infraestrutura e Logística,  e Suzana  Sperry, da Secretaria de Ciência e Tecnologia, além do diretor-presidente da Caixa –RS, Carlos Rodolfo Hartmann. Também fizeram parte da missão, o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, o coordenador do Comitê de Competitividade em Petróleo, Gás e Energia da Fiergs, Marcus Coester, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, Jorge Luiz Boeira,  Rogério Boeira, do BNDES,  o superintendente de Tecnologia da Onip, Aloísio Boeira, entre empresários, dirigentes classistas e representantes da Universidade  Federal do Rio Grande do Sul e Furg.


 



         

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