Fetter vistoria andamento das obras em prédios históricos

Por Divulgação 28-09-2009 | 00:00:00
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Nem mesmo o vento gelado da manhã desta segunda-feira (28) impediu o prefeito Adolfo Antonio Fetter de realizar a vistoria nas obras dos prédios históricos de Pelotas.

Acompanhado por secretários de governo, técnicos, engenheiros e imprensa, o prefeito começou o tour pelo Centro Histórico, visitando o Mercado Central. Na seqüência foram visitadas também as obras do Grande Hotel, Casarão Seis e Travessa Conde de Piratini, local de trabalho provisório de parte dos locatários do Mercado Público.

Segundo o Chefe do Executivo, o objetivo da vistoria foi dar ciência à comunidade, por intermédio da imprensa, do andamento e estágio em que se encontra cada uma das três obras. “É uma alegria ver nosso Mercado em plena transformação, pois batalhamos muito para chegar a este ponto. O Mercado é o que temos de mais genuinamente pelotense e precisava, urgentemente, passar por esta intervenção”, salientou o prefeito.

Orçada em R$ 2.269.499,77, as obras do Mercado Central estão a pleno vapor. Nesta semana, funcionários da empresa responsável realizam a demolição das paredes em alvenaria que limitavam as bancas, deixando aparentes os centenários pilares em ferro que compõe a estrutura original do prédio. Segundo o projeto de reestruturação do local, as bancas deverão ser reconstruídas nas medidas especificadas no projeto e recuadas em 10 cm para que as colunas em ferro permaneçam visíveis e os corredores centrais tornem-se mais largos em relação às medidas atuais. Todas as bancas passarão a contar com o forro em gesso acartonado e piso em ladrilhos hidráulicos, com padrões diferentes dos utilizados nos corredores de circulação.

Além destas intervenções o Mercado Central receberá também requalificação da estrutura do prédio, a troca do telhado, instalação de nova rede elétrica, hidráulica e lógica, bem como a manutenção das estruturas de ferro que sustentam o telhado. O Projeto prevê também a instalação de rede de gás, sistema de prevenção contra incêndio, substituição total do piso atual por ladrilhos hidráulicos, restauração do jardim interno e instalação de sanitários na parte interna do prédio.

Completam o projeto a manutenção de condutores, calhas e rufos. A requalificação da parte externa do prédio já foi concluída, sendo sua última fase composta pela reforma das esquadrias do prédio, que, após restauradas, voltaram à sua forma original. Antes da intervenção externa, a última grande reforma aconteceu há cerca de 40 anos, após o prédio ter sofrido um sinistro.


GRANDE HOTEL

Na seqüência, o grupo dirigiu-se ao interior do Grande Hotel, onde está em fase final a demolição das estruturas em alvenaria de quartos, apartamentos e banheiros e sendo abertos novos vãos. Todo o material que ainda pode ser reutilizado está sendo retirado do prédio por intermédio do trabalho da Secretaria de Serviços Urbanos, que armazena estes materiais (tábuas, portas, sanitários, etc) em seu almoxarifado para posterior reutilização.

Nesta fase da obra todos os pisos, bem como escadas do prédio estão protegidos por chapas de madeiras e plástico bolha para que não sejam danificadas com o decorrer dos trabalhos. A ampla área do subsolo do prédio está limpa e pronta para as primeiras intervenções, que a transformarão em uma escola de hotelaria e de gastronomia. Segundo o cronograma de obras, esta fase de reforma interna deverá encerrar-se até a metade do ano que vem e está orçada em R$ 1.590.726,29. O conjunto da obra do Grande Hotel inclui a execução da casa de máquinas para instalação de dois elevadores (a estrutura atual já conta com um) e adequação da cobertura; desmontagem e recolocação da clarabóia do último pavimento; execução e adequação do sistema estrutural em concreto e metálico em todos os pavimentos; colocação de divisórias em gesso acartonado e adequação das paredes internas existentes para o uso proposto (hotel-escola), instalação elétrica geral e instalação hidráulica e sanitária de todo o prédio.

O prédio do Grande Hotel possui atualmente 68 quartos, quatro apartamentos, duas suítes, salão de chá e vestíbulo coberto por uma clarabóia de vidros coloridos. Após a reforma a estrutura deverá estar pronta para se transformar em um hotel de categoria quatro estrelas, onde deverá funcionar também uma escola de gastronomia e uma de hotelaria, ambas no subsolo do prédio.


CASARÃO

O próximo prédio a receber a vistoria do prefeito e comitiva foi o Palacete Seis, cujas obras incluem retirada do telhado do imóvel para que sejam verificadas as condições do madeiramento que o sustenta, sendo este substituído quando muito danificado. As telhas (em barro) deverão ser retiradas uma a uma, para que sejam limpas e devidamente impermeabilizadas, ação que evitará futuras infiltrações, passando pela instalação elétrica, hidráulica, instalação de rede lógica e de telefonia, restauração total dos forros em estuque e do revestimento em escaiola das paredes internas, bem como a reforma de todas as esquadrias em madeira, recuperação dos pisos seguindo o modelo original, além da pintura geral interna e externa.

Uma das muitas peculiaridades do Palacete Seis, diz respeito à quantidade de padrões de pisos (azulejos hidráulicos) utilizados, que somam mais de 20. Todas as paredes com arte em escaiola estão devidamente protegidas e cobertas por papelão. A previsão de entrega da obra é de julho de 2010 e está orçada em R$ 1.441.906,72.

A última parada da comitiva de autoridades foi a travessa Conde de Piratini, local onde trabalham, provisoriamente, parte dos locatários do Mercado Central. Fetter cumprimentou a todos e conversou com os permissionários.

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