Fetter vistoria obras de restauração em prédios históricos
O Prefeito Adolfo Antonio Fetter aproveitou parte da tarde desta quinta-feira (14) para, juntamente com o secretário de Cultura do município, Mogar Pagana Xavier, realizar uma visita às obras em andamento no Mercado Central, Grande Hotel e Casarão Seis. O tour teve início pelo Mercado Central, onde aguardavam pelo prefeito a equipe de engenheiros e arquitetos da Secult e da empresa Marsou Engenharia, responsáveis pelo andamento da obra.
As obras do prédio do Mercado, que até o momento estavam focadas nas fundações e estruturas metálicas, agora concentram seus esforços na construção da estrutura em alvenaria das 54 bancas internas, medindo aproximadamente 4,5m x 2,5m, que seguem a estrutura dos pilares.
Segundo a engenheira da empresa Marsou, Andressa Silva, executora da obra, o trabalho segue o cronograma normal, sem atrasos. Ela explica que nesta próxima semana tem início a recomposição do lanternim, responsável pela ventilação e iluminação interna do local. Caixas e tubos de esgoto já estão sendo colocados pela empresa, que trabalha no local há cinco meses. Responsável pela obra de restauro daquele espaço público, a Marsou tem sob sua responsabilidade a requalificação da estrutura do prédio, a troca do telhado, instalação de nova rede elétrica, hidráulica e lógica, bem como a manutenção das estruturas de ferro que sustentam o telhado.
O projeto prevê também a instalação de rede de gás, sistema de prevenção contra incêndio, substituição total do piso atual por ladrilhos hidráulicos, restauração do jardim interno e instalação de sanitários na parte interna do prédio. Completam o projeto a manutenção de condutores, calhas e rufos. A requalificação da parte externa do prédio já foi concluída, sendo sua última fase composta pela reforma das esquadrias do prédio, que após restauradas, voltaram à forma original. O custo total da obra está orçado em R$ 2,27 milhões oriundos do Programa Monumenta, ao que se somam R$ 340 mil, referentes à contrapartida da Prefeitura.
Prefeito e comitiva dirigiram-se, a seguir, ao Grande Hotel, onde a obra também apresenta avanços significativos. Neste momento está em fase de construção a estrutura em lage que dará sustentabilidade à claraboia do prédio, que deverá subir três andares. No primeiro e no segundo pavimento estão sendo implantadas as novas paredes, ou divisórias entre os quartos, compostas por gesso acartonado. Por dentro das paredes, a empresa prepara a instalação da rede lógica, hidráulica, elétrica e telefônica, além de manta acústica que isolará o som. Aproximadamente 40 funcionários trabalham no local.
Para evitar danos, a empresa tomou o cuidado de proteger, com lâminas de compensado e plástico bolha, todos os pisos em ladrilho hidráulico do local - parte deles será reaproveitada. Ao final da obra, o Grande Hotel será acrescido de mais um pavimento, recuado, para que não interfira no design da fachada. O conjunto da obra inclui a execução da casa de máquinas para instalação de dois elevadores (a estrutura atual conta com um) e adequação da cobertura; desmontagem e recolocação da claraboia do último pavimento; execução e adequação do sistema estrutural em concreto e metálico em todos os pavimentos.
O prédio do Grande Hotel possui atualmente 68 quartos, quatro apartamentos, duas suítes, salão de chá e vestíbulo coberto por uma claraboia de vidros coloridos. Após a reforma a estrutura deverá estar pronta para se transformar em um hotel de categoria 4 estrelas, onde deverá funcionar também uma escola de gastronomia e uma de hotelaria, ambas no subsolo do prédio.
A visita se encerrou no Casarão Seis, onde juntou-se ao grupo, o empresário Carlos Antunes Maciel, antigo proprietário do imóvel. Segundo a engenheira responsável, neste momento, desenvolve-se um trabalho baseado na mão de obra especializada que restaura escariolas e estuques do local. Parte do telhado do belo casarão já foi refeito, a partir da retirada das telhas de barro, limpeza das mesmas e recolocação.
O prédio, datado de 1879, tem sacada e uma varanda formada por um belo jogo de arcos e colunas, que pode ser acessada por uma escadaria dupla. O imponente prédio possui, quase que intacta, uma das últimas senzalas utilizadas no país. Bastante danificado pelo falta de manutenção e pela ação do tempo, o casarão, tombado pelo patrimônio, será totalmente restaurado do forro ao telhado. Haverá reforma completa da instalação elétrica, hidráulica, instalação de rede lógica e de telefonia, restauração total dos forros em estuque e do revestimento em escariola das paredes internas, bem como de todas as esquadrias em madeira, recuperação dos pisos (mantendo o modelo original), além da pintura geral interna e externa.
“As obras evoluíram muito desde nossa última visita. É muito bom ver ‘in loco’ as coisas realmente acontecendo, o que foi projeto, virando realidade e preservando nossa história e nosso patrimônio”, ressaltou Fetter.