Fiergs apresenta fabricantes da área naval à prefeitura

Por Divulgação 29-01-2010 | 00:00:00
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A prefeitura está intensificando contatos para atrair não só grandes companhias desenvolvedoras de módulos para a plataforma P-55, mas toda indústria fornecedora de componentes para o polo naval de Rio Grande. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, viaja hoje (29) a Porto Alegre, onde cumprirá agenda na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). A pauta na entidade justifica-se pela demanda de fabricantes de equipamentos leves do setor interessados em abrir fábricas em municípios próximos a Rio Grande, especialmente Pelotas. Em documentos eletrônicos e impressos, o titular da SDE leva aos dirigentes da Federação informações sobre os modais de transporte da cidade – ferroviário, rodoviário e portuário –, com o fim de divulgar as facilidades logísticas para produção e fornecimento de produtos. “Neste processo de conquista de investimentos, é imprescindível também que não só lideranças do setor, mas as próprias corporações conheçam o Plano Diretor da área portuária para eventual instalação nas proximidades do Canal São Gonçalo”, diz Santos. Sob a coordenação de Ricardo Menna Barreto Felizzola, vice-presidente do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Ciergs), o Conselho de Inovação e Tecnologia (Citec) da Fiergs auxilia também o Poder Público na aproximação de novos empreendedores. “Este conselho temático da instituição promove o desenvolvimento tecnológico de ponta do Estado, com foco no aumento da competitividade dos processos”, destaca Santos. Conforme o gestor, o município precisa difundir, cada vez mais, a vantagem operacional de transporte: a produção pode facilmente ser retirada do porto, colocada em caminhões ou em barcaças e expedida via fluvial. “O Canal São Gonçalo é uma ótima alternativa em termos de custo e tempo”, enfatiza. A exemplo das montadoras de veículos, as empresas que fornecem ao segmento naval também adquirem peças para fabricação, mantendo a produção de maior porte. “Por outro lado, a via terrestre também é uma opção, já que os chamados componentes ‘finos’ dispensam o uso do porto para o translado”, afirma o secretário. Além de montar a P-53 e escolher o Dique Seco para a estruturação da base da P-55, a Petrobras decidiu implantar em Rio Grande uma unidade pioneira de manufatura, em série, de cascos para plataformas destinadas à extração e ao processamento de petróleo. Aproveitando este cenário bastante promissor para Pelotas, a administração municipal busca gerar renda e empregos diretos ao estabelecer, a partir deste ano, cerca de dez chãos de fábrica nas proximidades do São Gonçalo.

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