Galpão de reciclagem vai beneficiar 30 famílias no Dunas

Por Divulgação 29-12-2010 | 00:00:00
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Trinta famílias de papeleiros e catadores de lixo do bairro Dunas poderão, a partir de fevereiro de 2011, iniciar a atividade organizada de reciclagem no galpão que a Prefeitura está construindo no final da avenida Ulisses Guimarães. Esta e outras unidades em funcionamento na Vila Castilho, no Porto e no Getúlio Vargas integram o programa do governo Fetter de promoção da inclusão social de grande parte dos trabalhadores que sobrevivem do reaproveitamento e são os elos mais frágeis da cadeia econômica. Estruturas em madeira foram montadas para compor o telhado do prédio, cujas paredes e piso estão prontos. A informação é do responsável pela fiscalização da obra, engenheiro da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Lélio Brod. “A cobertura, armada com ‘tesouras’ de madeira, foi colocada por meio de um guincho”, explica. A partir de segunda-feira, antecipa Brod, a empreiteira colocará as telhas e executará a parte elétrica, assim como os retoques finais de acabamento. A edificação, subsidiada com recursos do processo de Consulta Popular do governo do Estado, está avaliada em R$ 74 mil e terá dois banheiros, copa-cozinha, espaço para recepção de material, e pequenas áreas com divisórias em alvenaria para seleção dos resíduos. “O galpão de triagem representará uma oportunidade de aumento de renda e de organização das atividades destas famílias”, assinala o coordenador geral da UGP, Jair Seidel. O objetivo do prefeito Adolfo Antonio Fetter, com a iniciativa, é mitigar a situação histórica de exclusão socioeconômica dos moradores do Dunas que vivem da cata e da venda do que é descartado pela população. Os trabalhos de separação, classificação, preparo e acondicionamento de plástico, papelão, alumínio, ferro e vidro para comercialização contarão com suporte da Associação dos Moradores do Dunas e orientação do Sanep. Para viabilização do novo negócio, a equipe da UGP trabalha na concepção de projeto destinado à compra de equipamentos, entre os quais prensas, que poderão qualificar as tarefas de todo o processo: da recepção ao acondicionamento do material selecionado. Na avaliação do prefeito Fetter, os benefícios não se restringem à questão financeira. “Toda a cidade ganha quando seus moradores começam a abandonar o hábito de armazenar resíduos em casa ou de formar depósitos ou lixões clandestinos. Significa mais limpeza e saúde”, analisa o chefe do Executivo pelotense. Segundo ele, a administração trabalha com a perspectiva de instituir uma nova concepção de tratamento de lixo: armazená-lo durante curtos períodos e somente para selecioná-lo e transformá-lo em fonte digna de rendimentos.

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