Gotinhas contra a pólio continuam disponíveis até sexta

Por Divulgação 14-06-2010 | 00:00:00
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         As gotas de imunização contra a poliomielite continuam a disposição da população até sexta-feira, dia 18, para a vacinação de crianças de até cinco anos de idade - mesmo que já tenham sido beneficiadas em outras campanhas. A vacina pode ser tomada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Município, e seus respectivos horários de funcionamento, e no Centro de Especialidades (Voluntários da Pátria, 1.436, esquina com Santos Dumont), das 8h às 20h. Ainda que tenha havido procura ao longo desta segunda-feira (14), no último sábado, dia da primeira etapa da Campanha Nacional, apenas 64% do total de crianças desta faixa etária foram vacinadas em Pelotas.
         A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde (SMS), Maria Regina Gomes, lamenta que tenha havido tão baixa procura, apesar de todos os esforços da Prefeitura - além de disponibilizar as gotinhas em todas as 54 UBSs e Centro de Especialidades, a SMS também colocou diversos postos volantes em supermercados e esteve presente no Calçadão da cidade. “Acredito que as pessoas estejam ‘descansadas’ porque sabem que a doença está erradicada em nosso País, o que é um grande erro pois ainda existe poliomielite em diversas partes do mundo e para mantermos o vírus longe daqui e protegermos nossos bebês e crianças da paralisia infantil é imprescindível a adesão de todos à cada campanha de vacinação”, argumenta a coordenadora.
         Embora no Brasil a erradicação da doença foi certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1994 e o último caso de pólio data de 1989 – no RS foi em 1987 –, no mundo o quadro não é tão bom. Para se ter uma ideia, de janeiro a maio deste ano foram registrados 237 casos da doença, sendo somente 52 deles registrados em países considerados endêmicos na África e na Ásia. Alguns países como a Índia, o Afeganistão, a Nigéria e o Paquistão ainda não conseguiram erradicar a poliomielite e, portanto, podem exportar o poliovírus selvagem para outros territórios que estavam livres da doença.
         O sucesso que se apresenta no Brasil é resultado das campanhas realizadas desde 1980, que garantiram, até agora, anualmente, cobertura vacinal de 95% das crianças de até cinco anos de idade. “As pessoas precisam estar conscientes de que se não levarem seus pequenos para se vacinar este quadro pode se alterar. São apenas algumas gotinhas que podem garantir uma vida inteira livre da paralisia, não há porque não participar”, apela Maria Regina.
 

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