Governo federal atrasa repasse de recursos das obras do Mercado
A falta de pagamento do governo federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), está preocupando a Prefeitura e impedindo o andamento normal das obras do Mercado Público. “Por meio do Programa Monumenta, ao Município são repassadas as verbas contratadas, mas desde outubro estamos sem receber e o montante devido pode chegar a R$ 500 mil até o fim do ano, nos causando dificuldades no cronograma de obras tanto do Mercado quanto do Grande Hotel”, explica o secretário municipal de Cultura, Mogar Xavier. Segundo ele, a contrapartida da Prefeitura está rigorosamente em dia. O governo federal está atrasando outros repasses obrigatórios, inclusive do convênio do Sistema Único de Saúde (SUS), o que levou o prefeito Adolfo Antonio Fetter a utilizar recursos próprios do Município para pagar os hospitais conveniados em dezembro, cobrindo a falha do Ministério da Saúde. “Nossa expectativa é a de que até 31 deste mês o governo federal faça os pagamentos em atraso, para que possamos dar continuidade às obras”, ressalta Mogar Xavier. Em vista do atraso no cronograma de obras, ocasionado pelo falta de repasse de verbas federais, a Prefeitura prorrogou o aluguel das bancas da travessa Conde de Piratini por mais seis meses, até que a reforma total do Mercado seja concluída e iniciada as obras do Shopping popular. “Tínhamos outras duas opções para colocar os comerciantes instalados na Conde de Piratini, que na prática se mostraram inviáveis e optamos por continuar no mesmo local, considerando que os comerciantes estão bem instalados, apesar de provisoriamente, e satisfeitos com essa alternativa”, diz o secretário municipal de Serviços Urbanos, Luiz Carlos Villar. Ele destaca que também com os comerciantes e prestadores de serviços instalados no térreo do Shopping Praça XV não há problemas. Quanto às peixarias, elas não serão removidas do Mercado enquanto não for resolvida a questão do atraso de recursos federais para as obras do Mercado, conforme Villar. Ele explica que quando for necessário para dar andamento do trabalho de recuperação do Mercado, os comerciantes poderão ser deslocados para a rua Tiradentes com Andrade Neves, local considerado adequado para receber as peixarias, embora de maneira provisória.