Grupo apresenta investimento de R$ 60 milhões ao prefeito
A economia gerada a partir da construção civil em Pelotas poderá receber uma injeção de aproximadamente R$ 60 milhões em 2008. Representantes do grupo formado pela Capa Engenharia e Rodobens Negócios Imobiliários de Porto Alegre, apresentaram, ontem (10) à tarde, ao prefeito Fetter Júnior, o primeiro esboço do projeto de construção de um novo condomínio fechado com mais de mil casas, na avenida 25 de Julho, nas Três Vendas.
O grupo formado pelas duas empresas assinou também nesta segunda-feira a aquisição da área de 30,3 hectares onde será erguido o primeiro empreendimento denominado Terra Nova com previsão de três condomínios, totalizando 1.164 casas com 60 e 80 metros quadrados. O empreendimento é dirigido ao público com renda entre cinco e dez salários mínimos.
Diante do primeiro contato com o projeto, o prefeito Fetter Júnior ficou bastante entusiasmado com a possibilidade de concretização da proposta porque, segundo ele, vem somar aos recentes investimentos públicos em habitação no município, além de atender a uma parcelas da população que até agora não havia sido contemplada. “Todo o investimento para Pelotas é bem vindo, acreditamos que é um bom momento para o crescimento imobiliário e que esse interesse das empresas de produção de habitação é fruto de estudos que demonstram o potencial do município”, analisou Fetter, reiterando que a prefeitura vai avaliar o projeto com muito interesse e adequar a idéia à legislação do município.
Conforme o secretário de Urbanismo, Luciano Oleiro, uma obra deste porte precisa passar por um levantamento mais detalhado para que se atenda a todas as questões ligadas ao plano diretor. “Estamos com a solicitação de viabilidade urbanística do empreendimento e precisamos levar em conta questões como sistema viário, ocupação do solo e índices de aproveitamento”, detalhou Oleiro que acredita não haver maiores empecilhos pela área escolhida e apresentação inicial do projeto.
Para o arquiteto representante da Capa Engenharia, Júlio Adamy, que trouxe os detalhes do projeto à prefeitura, o investimento vai provocar uma grande movimentação no setor econômico do município, já que o empreendimento deverá gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos, envolvendo construção, insumos materiais e mão-de-obra que serão integralmente locais. “Estamos bastante otimistas é uma proposta nova e trabalhamos para atender a demanda reprimida voltada a esta faixa”, comentou, solicitando o apoio e a agilidade da administração em termos de estudo processos e de infra-estrutura do local.
De acordo com Adamy, o custo de produção da obra está orçado em R$ 60 milhões e a previsão é de que o empreendimento seja lançado no primeiro semestre de 2008, tão logo a prefeitura aprove os projetos. As obras teriam início na segunda etapa do ano.