Hoje é dia de rever seus conceitos

Por Divulgação 18-05-2011 | 00:00:00
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Hoje, 18 de maio, é dia de discutir o preconceito, a exclusão. Dia Nacional da Luta Antimanicomial. Pela manhã foi promovida uma Roda de Conversa sobre “como se dá a Luta Antimanicomial no território que fazemos parte”, com a participação de profissionais e usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Escola. O evento foi promovido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e Universidade Católica de Pelotas (UCPel). De acordo com a coordenadora do Caps Escola, Valéria de Oliveira Nogueira, esse é um dia para desmistificar as doenças mentais, as ditas “loucuras”, para que o preconceito e a exclusão não se perpetuem. Os Caps trabalham para reinserir pessoas com transtornos psiquiátricos na sociedade. Com eles surgiu uma nova perspectiva para os pacientes e suas famílias, pois o tratamento deixou de ser o isolamento doméstico ou em hospitais psiquiátricos – os manicômios – e passou a acontecer nos Centros e em sociedade. Os Caps trabalham também com as famílias, orientando-as sobre como dar o suporte necessário e como tratar uma situação de crise. Ainda hoje, às 14h, ocorre um ato público no chafariz do calçadão, com exposições e manifestações artísticas. Na próxima semana, a região terá o Mental Tchê, evento anual que durante três dias – de 24 a 26 de maio – discute a saúde mental, no Camping de São Lourenço do Sul. Pelotas levará quatro ônibus, cerca de 160 pessoas, entre profissionais e usuários, ao segundo dia do Mental Tchê (25). Dia 18 de Maio O dia 18 de maio foi instituído há 24 anos, por usuários e trabalhadores, como sendo o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, quando se iniciou o movimento pela reforma psiquiátrica, que deu origem aos dispositivos da Rede de Saúde Mental. Esses serviços defendem uma atenção mais humanizada e personalizada das pessoas que sofrem de transtornos psíquicos graves e persistentes, em substituição ao modelo de internação e isolamento. As atividades realizadas todos os anos, nesse dia, buscam fazer com que a sociedade reflita, enfrente o preconceito, o estigma em relação às diferenças, e consolide uma articulação entre as diferentes instâncias de assistência a esse público.

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