Identificado primeiro caso de suspeição da gripe H1N1 em Pelotas
O Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) notificou o primeiro caso de suspeição de gripe humana (H1N1) em Pelotas. Trata-se de uma pessoa que retornou recentemente de Buenos Aires, apresentando os sintomas da doença. “Ontem fizemos a coleta de material, que foi enviado para análise em Porto Alegre. A paciente está aguardando os resultados em seu domicílio, com acompanhamento e, por precaução, em isolamento respiratório”, revelou a coordenadora do departamento, Maria Regina Gomes.
Aqueles que estiveram em algum dos locais onde há casos confirmados da doença ou estiveram em contato com alguém que esteve e identificarem os sintomas da H1N1 - febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal – devem ligar para a Vigilância Epidemiológica imediatamente (telefone 3284-7722) para receber orientações de como proceder ou procurar o Centro de Especialidades (rua Voluntários da Pátria, 1.418), de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30min e o Pronto Socorro das 17h30min às 8h.
Em São Gabriel, localizado a 308 km a noroeste de Pelotas, outros 17 casos de suspeição foram notificados nos últimos dias. A fim de evitar uma possível proliferação do vírus, a prefeitura de São Gabriel decretou ontem (22) situação de emergência: as aulas em todas as escolas e creches da cidade foram suspensas por tempo indeterminado e estão proibidos quais tipos de eventos com aglomeração de pessoas, como festas, shows e cultos religiosos.
Em Pelotas, ainda é cedo para cogitar uma medida tão drástica. O secretário de Saúde, Francisco Isaías, disse que a cidade está bem preparada para entrar em ação caso seja necessário. Foi criado o Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A (H1N1) que, atento às orientações do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde, seguiu duas linhas de ações: uma voltada à informação da população e a outra à capacitação dos profissionais de saúde.
Isaías disse que houve treinamento com médicos, enfermeiros e demais integrantes das equipes de saúde e comissões de infecção hospitalar dos quatro hospitais de Pelotas, Pronto Socorro, Centro de Especialidades e Hospital Escola da Fundação Apoio Universitário (HE/FAU). O treinamento possibilitou montar uma rede de retaguarda hospitalar com estrutura para atender pessoas com suspeição da doença e fazer monitoramento epidemiológico daquelas cujo diagnóstico confirme a doença.