II Seminário Caminhos e Desafios reúne educadores no Pelotense
“O momento é oportuno para definirmos onde queremos chegar; definirmos o caminho correto para que não nos percamos em atalhos. A sabedoria é a escolha do caminho comum a todos, coletivo, com consensos mínimos que nos ajudem na construção de projetos”. A afirmação foi feita pela vice-prefeita Paula Mascarenhas, direcionada aos profissionais da Educação, na abertura do II Seminário Caminhos e Desafios, promovido pela Secretaria de Educação e Desporto (Smed), no Colégio Municipal Pelotense, na manhã desta terça-feira (12/04/2016). Para a vice-prefeita, o Seminário propicia aos profissionais o encontro consigo mesmos. “É quando a rede de municipal de ensino olha para si, reflete e encontra-se. É quando nos encontramos com nossas fortalezas e fragilidades, refletindo e definindo passos importantes”, salientou, lembrando do desafio que se impôs à Gestão, de criar 2.400 vagas para Educação Infantil, com a finalidade de cumprir a Lei e de propiciar às comunidades estudantis melhores ambientes e infraestrutura, através da ampliação, reforma e construção de escolas. Paula Mascarenhas, para exemplificar desafios, citou a construção da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Waldemar Denzer, na colônia Aliança, e a aquisição do prédio em que hoje funciona a maior Escola de Educação Infantil (Emei) do Município, a Bernardo de Souza. A vice-prefeita também referiu-se à inserção das plataformas Khan Academy e Educopédia na rede municipal e à conquista do uniforme escolar. Seminário O II Seminário Caminhos e Desafios prosseguirá até as 17h desta terça e durante toda quarta-feira (13-04), com a participação de mais de três mil profissionais da Educação em 62 oficinas programadas de acordo com a natureza da atividade desempenhada. O evento conta com a adesão de professores, diretores, vice-diretores, agentes do programa Vida Ativa, orientadores educacionais, oficiais e agentes administrativos, coordenadores pedagógicos, auxiliares de educação infantil, cuidadores, merendeiras, monitores, motoristas e serventes. O evento faz parte do calendário escolar, direcionado à formação dos profissionais da Educação. O público está dividido em quatro grandes grupos. Na quarta-feira (13), das 18h30min às 19h30min, haverá palestra dirigida a professores da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Quebra-cabeça O palco do auditório externo do Colégio Pelotense, onde se desenvolvem palestras e apresentações artísticas, está decorado com trabalhos artísticos de estudantes da rede municipal. Sob orientação da professora de Artes Daiane Rosenhein, da Emef Afonso Vizeu – dirigida por Caroline Ávila - alunos de 1º e de 3º ano fizeram a desconstrução de uma obra do pintor, escultor e serígrafo brasileiro Romero Britto. As peças do “quebra-cabeça” foram acomodadas de forma criativa em uma grande faixa (painel) vertical decorativo. Durante todo o ano, a Emei Professora Jacema Rodrigues Prestes trabalha processos de releitura de diversos autores. O resultado é a produção técnica de telas, com a participação de crianças desde o berçário até o pré II. A coordenadora pedagógica é a professora Dóris Santos e a diretora é Urana Rodrigues dos Santos. Mesa Além da vice-prefeita Paula, fizeram parte da mesa de abertura do II Seminário a secretária de Educação e Desporto, Lucia Müller; o coordenador da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (5ª CRE), Antônio Carlos Brod; o vice-diretor do Colégio Pelotense, Carlos Alberto Barz; o assessor especial responsável pelo programa Boa Escola Para Todos, Sadi Sapper; e a presidente do Conselho Municipal de Educação (CME), Elza Zabala da Silva. O vice-diretor do Pelotense afirmou que enfrentar desafios é o principal papel do educador, citando como exemplos a própria sala de aula e a diferença entre os alunos, que exigem a escolha de caminhos que possibilitem ao professor superar as dificuldades. A presidente do CME reafirmou a parceria com o objetivo de priorizar o aluno. A secretária Lucia Müller levantou várias questões para reflexão. “E se a escola não existisse? Onde se daria o processo educacional? O que seria do nosso tempo?” Com esses questionamentos, chamou a atenção para a necessidade dos profissionais da Educação selecionarem o que preservar e o que descartar no processo pedagógico. A rede municipal de ensino possui 88 escolas. “Somos muitos professores e profissionais dedicados e envolvidos. Trabalhar em escola é algo vivo, é um crescimento coletivo. O Seminário é uma troca de saberes, de ideias, de oportunidades de boas práticas, pois o nosso legado é cuidar das crianças, dos jovens. Nós temos condições; nós podemos”, afirmou. O coordenador da 5ª CRE, Antônio Carlos Brod, registrou a parceria do trabalho da rede pública – que não pode ser dissociada. “A Educação tem que ser vista como um todo; é dinâmica e promove discussões permanentes, e os estudantes são o maior patrimônio.” O assessor especial Sadi Sapper comentou que o Seminário reafirma-se como significativo por oportunizar “o encontro de numeroso grupo para discutir Educação e enfrentar os desafios da busca pela compreensão do que ainda não sabemos, construindo caminhos à medida que vai se avançando”. Para Sapper, a legitimidade da segunda edição do evento concretiza-se nas demandas encaminhadas pelo primeiro.