Inaugurado novo espaço do Programa DST/HIV/AIDS

Por Divulgação 18-05-2009 | 00:00:00
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Foi inaugurada no final da tarde desta segunda-feira (18) a nova sede do Programa Municipal DST/HIV/Aids, da Secretaria de Saúde (SMS). Ainda no mesmo endereço – à rua Marcílio Dias, esquina com Lobo da Costa – porém no segundo andar do prédio anexo à antiga sede na qual funcionou por mais de uma década, o novo espaço conta com recepção, Centro de Processamento de Dados (CPD), depósito, sala de treinamento e banheiros. A cerimônia contou com a presença da coordenadora do Programa, Cláudia Berardi, do secretário de Saúde, Francisco Isaías, e da secretária de Cidadania e Assistência Social (SMCas), Elizabeth Marques Dias.

Além de cadastrar e encaminhar pacientes aos serviços oferecidos, a sede do Programa é um local para treinamento de equipes e para coordenação dos serviços de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), laboratório, hospital Dia (que funciona na Fundação Apoio Universitário – FAU/UFPel), Serviço de Assistência Especializada (SAE), Programa de Redução de Danos (PRD) e, mais recentemente, ao Serviço de Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE).

Em dez anos, cerca de 13 mil pessoas passaram pelo DST/HIV/Aids. Na atualidade, 1.141 adultos e 42 crianças fazem tratamento antirretroviral (Aids), de um total de 3.400 pessoas que são acompanhadas pelo Programa, entre portadores de DST ou soropositivos que ainda não desenvolveram a Aids. No último ano, a equipe tem intensificado os testes de HIV. Ao diagnosticar os casos positivos, fica mais fácil acompanhar os pacientes e dar início ao tratamento tão logo a doença se manifeste. “O que aumenta a expectativa de vida do paciente para quase 100%”, explica Cláudia Berardi.

Simultaneamente, está sendo implantando um novo sistema de informatização que possibilitará traçar o perfil epidemiológico do município, conhecer as áreas da cidade mais atingidas e informações mais detalhadas das pessoas que passam pelo Programa, tais como a faixa etária, sexo, a renda familiar, etc.

O Programa DST/HIV/Aids começou a atuar em Pelotas em 1996, mas foi em 1998 que foi instituído como política do município e começou a receber incentivo federal – hoje correspondente a R$ 298 mil ao ano. Como contrapartida, o município deve investir 20% deste valor em medicamentos e preservativos. “Mas na realidade, nos últimos dois anos a Prefeitura tem dobrado este valor. Como os governos do Estado e Federal demoram a repassar boa parte dos kits HIV e VDRL (sífilis), que seria responsabilidade deles, a Secretaria de Saúde tem adquirido tudo na integralidade”, diz a coordenadora.

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