Indicadores apontam melhorias na Atenção Primária do Distrito Fragata II
Relato de experiência de médica apoiadora da unidade, que monitorou as equipes, será enviado ao Congresso Estadual de Secretarias de Saúde
O monitoramento dos indicadores do Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde (SIAPS) do Distrito Fragata II, com base em análise realizada entre julho e novembro de 2025, no âmbito do SUS, a partir do acompanhamento das equipes, apontou uma evolução significativa dos indicadores da atenção primária das unidades Estratégia de Saúde da Família. O cuidado da pessoa com diabetes passou de 39% para 49,5%; o acompanhamento da hipertensão de 41,1% para 57,7%, alcançando desempenho ótimo; e o cuidado da pessoa idosa quase dobrou, de 25,8% para 49,8%. Além disso, os indicadores de Saúde da Mulher evoluíram de 18,4% para 35,2%; gestantes e puérperas de 25,6% para 31,2%; e desenvolvimento infantil de 24% para 28%, demonstrando melhora gradual.
“Esses indicadores fazem parte do componente de qualidade do financiamento da Atenção Primária à Saúde. Eles ajudam a mostrar, de forma bastante concreta, como está o cuidado que está sendo oferecido à população pelas equipes de saúde. Na prática, eles acompanham aspectos importantes do cuidado, como o acompanhamento das gestantes no pré-natal, o cuidado com pessoas com hipertensão e diabetes, a vacinação das crianças e outras ações de cuidado preventivo. Quando esses indicadores melhoram, isso significa que mais pessoas estão sendo acompanhadas no momento certo e que a Atenção Primária está conseguindo garantir um cuidado contínuo e próximo da comunidade”, explica a médica Theodora da Silva Araújo, apoiadora institucional do Distrito Fragata II.
O relato de experiência “Apoio Institucional e seus Impactos na Reorganização da Atenção Primária à Saúde em Pelotas/RS”, realizado por Theodora, será enviado ao Congresso Estadual das Secretarias de Saúde. Ela explica que esses indicadores também estão relacionados aos recursos que o município recebe para fortalecer a Atenção Primária. Ou seja, além de monitorar o cuidado, também ajudam a garantir financiamento para qualificar cada vez mais os serviços oferecidos à população.
“Os dados que estamos apresentando são referentes ao distrito onde atuo, mas eles representam apenas uma parte de um trabalho maior que vem sendo construído na gestão municipal. Existe um esforço coletivo da Secretaria de Saúde, das coordenações, do apoio institucional e principalmente das equipes das unidades de saúde para qualificar a organização do trabalho e ampliar o acesso ao cuidado no território”, pondera Theodora.
Nesse processo, o apoio institucional tem um papel importante de acompanhar esses indicadores junto com as equipes, apoiar na interpretação dos dados e contribuir na reorganização dos processos de trabalho, quando necessário.
“Muitas vezes, ao olhar os dados junto com a equipe, conseguimos identificar caminhos para melhorar o acompanhamento da população e fortalecer o cuidado. Então, mais do que números, esses indicadores representam o trabalho cotidiano das equipes de saúde acompanhando as pessoas ao longo do tempo, dentro do território, e mostram que fortalecer a Atenção Primária é fortalecer o SUS na vida real das pessoas, garantindo um cuidado mais próximo, contínuo e de qualidade para a população”, complementa a médica.