Indústria naval "fina" atraída pelo potencial de Pelotas

Por Divulgação 28-12-2009 | 00:00:00
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Estrutura imobiliária, polos comercial e universitário, rede hoteleira, qualidade de vida, posição estratégica para transporte e, sobretudo, proximidades rodoviária e portuária de Rio Grande. Com estas características, Pelotas tem atraído consultas de corporações da indústria naval, feitas à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE).

Embora não possa divulgar, a pedido do empresariado, os nomes das companhias que estão de olho na infraestrutura do município para instalação, o titular da SDE, Carlos Mário Santos faz projeções. “Temos capacidade para conquistar, no ano que vem, de 10 a 12 empresas da área da construção naval”, estima. Nesta quinzena, informa o secretário, uma fonte da Petrobras esteve sondando e pesquisando os incentivos para estabelecer alguns chãos de fábrica na cidade.

Vinculadas ao polo petrolífero, as fabricantes do setor mais interessadas são as que manufaturam equipamentos leves, que podem ser transportados pelos modais ferroviário, rodoviário (60 quilômetros de distância) e portuário.

Conforme o gestor, os executivos perceberam a facilidade de retirar os produtos do porto, colocá-los em caminhões ou em barcaças a fim de expedi-los via fluvial. “O Canal São Gonçalo é uma ótima alternativa em termos de custo e tempo”, avalia.

Se haverá um fomento, antevê Santos, nos mercados de imóveis, comércio, hospedagem e alimentação – com o conseguinte aumento da arrecadação para os cofres públicos –, será um ganho indireto. O que a administração pública busca, como foco, é gerar renda e empregos diretos ao atrair fábricas para Pelotas.

“Os investimentos de outras regiões naturalmente vão se afastar fisicamente da indústria pesada em razão da estrutura esgotada do cais comercial de Rio Grande”, conjetura. É nesta brecha, nesta oportunidade que o governo municipal pretende estimular a fabricação de componentes para a indústria leve, principalmente porque a logística de Pelotas favorece o transbordo direto.

A exemplo das montadoras de veículos, os empreendedores que fornecem ao segmento naval também adquirem peças para o processo de manufatura, mantendo a produção de maior porte. “Os chamados componentes ‘finos’ dispensam o uso do porto para o translado”, afirma.

Na análise do secretário, 2009 se encerra com um excelente aceno de crescimento da economia, muito embora a maior parte dos terrenos estratégicos, disponíveis no município, seja de propriedade do Poder Executivo estadual. Negociações, segundo ele, com resoluções em curto prazo, serão aceleradas ao longo do primeiro trimestre. O nicho denominado “indústria naval fina” integra um dos focos do Parque Tecnológico local, cujas operações estão previstas para 2012.

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