Inflação reflete na tarifa do transporte coletivo

Por Divulgação 03-07-2008 | 00:00:00
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Os crescentes aumentos nos preços dos insumos que compõem a planilha de cálculos dos serviços de transporte coletivo, com ênfase para os combustíveis, estão refletindo diretamente nas passagens de ônibus. Em Pelotas, a Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT) e Empresas do Transporte Coletivo conseguiram equacionar um dos menores índices do Estado e a tarifa do transporte coletivo terá o reajuste de 2,78% (R$ 0,05).As linhas urbanas passam de R$ 1,80 para R$ 1,85. As linhas da Colônia também estão sob o mesmo percentual, já os seletivos terão valor máximo estipulado em R$ 2,55. O novo valor entra em vigor a partir do primeiro minuto de domingo (6).

Tradicionalmente as discussões sobre o reajuste do setor são feitas em novembro e, diferentemente de situações anteriores, no ano passado ficou estabelecida o reajuste em duas etapas sob a condição de novo estudo de complementação com avaliações dos insumos entre março e abril deste ano. Segundo o secretário de Transportes, Jacques Reydams, todas as simulações e levantamentos foram feitos, havendo inclusive a possibilidade de manutenção do preço. Entretanto lamentou, não foi possível vencer a pressão estabelecida pela inflação acumulada no setor.

“Em novembro pleiteamos e conseguimos equilibrar a planilha de custos com o reajuste de R$ 0,10, mas ficou estabelecido que teríamos de refazer uma novo estudo após o primeiro trimestre deste ano. E é público e notório que tudo subiu de preço, principalmente o segmento do transporte com exorbitante preço do petróleo e seus derivados”, detalhou Reydams, citando alguns exemplos como o acumulado do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) e o Índice Nacional de Preço ao Consumidor com 2,88% e 3,32%, respectivamente.

A mesma situação atinge as linhas que compreendem a categoria interestadual e internacional. No último dia primeiro a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) autorizou as empresas que operam nesse setor a aplicar um reajuste de 6,39% em suas tarifas, o segundo do ano. Em janeiro essas categorias já haviam reajustado em 4,44%, chegando a um cumulado de 10,83%.

Reydams também explicou também que para o recente estudo de complementação realizado foi deixado de fora insumos da composição tarifária como pneu, óleo lubrificante e autopeças que tiveram da mesma forma significativas elevações e poderiam majorar ainda mais o percentual. “Equacionamos o reajuste exclusivamente em função do petróleo. Mas é importantes refletirmos que mesmo assim continuamos com uma das menores tarifas do Estado entre municípios do porte de Pelotas”, disse, reiterando que ainda assim o reajuste dos últimos três anos é inferior ao acumulado, no mesmo período, nos dez anos anteriores.

Reajustes / ano

10,71% em 2005 – R$ 1,45 para R$ 1,55

9,68% em 2006 – R$ 1,55 para R$ 1,70

5,88% em 2007 – R$ 1,70 para R$ 1,80 (revisão no 1º trimestre de 2008)

2,78% em 2008 (relativo a 2007) – R$ 1,80 para R$ 1,85.

Passagens em cidades do porte de Pelotas

Porto Alegre R$ 2,10

Novo Hamburgo R$ 2,00

Canoas R$ 2,00

Cachoeirinha R$ 2,00

Caxias R$ 1,95

Bento Gonçalves R$ 1,95

São Leopoldo R$ 1,90

Rio Grande R$ 1,90

Pelotas R$ 1,85

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