Iniciam obras do prédio da Central de Beneficiamento
Começaram as obras do prédio da nova Central de Beneficiamento de Produtos Agrícolas do Monte Bonito, empreendimento orçado em R$ 680 mil, com contrapartida da prefeitura e financiamento do Banco Mundial. A iniciativa, que integra o eixo de Geração de Trabalho e Renda do Projeto Pelotas Polo do Sul, abrirá oportunidades de comercialização de hortifrutigranjeiros para 200 famílias de pequenos produtores cooperados do interior do Município. A empresa MGM, que venceu a licitação no final de 2009, terá quatro meses, previstos em cláusula contratual, para entregar a construção pronta e apta ao início das atividades. Conforme o coordenador-adjunto da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Raul Odone, a edificação abrigará os serviços de classificação, lavagem, embalagem e estocagem de hortaliças, legumes, frutas, queijos, mel, ovos e geléias. Para qualificação da mão-de-obra e preparo dos lavradores, a equipe da UGP está providenciando parcerias, além das atuais, firmadas com a Emater e o Sebrae, que permitirão cursos de dinâmicas de mercado e vendas. “Nas proximidades da Estação de Tratamento do Sinotti, os trabalhadores associados poderão agregar valor aos produtos, atingir novos compradores, incluindo os mais exigentes, e oferecer mercadorias diferenciadas, como kits sopa e salada”, enfatiza Odone. Na projeção dele, além da maior fatia da lucratividade ficar com o produtor, a remuneração aumentará progressivamente graças à melhoria dos processos. A preocupação maior do prefeito Adolfo Antonio Fetter, ao conceber a Central, justificou-se pela constatação da necessidade de colocação efetiva dos alimentos no mercado, assegurando máxima produtividade e viabilidade econômica aos agricultores. Com este propósito, o prefeito articulou em 2008, com a UGP, a criação da cooperativa e o início do trabalho conjunto com os integrantes, capacitando-os em comercialização e mercado, gerenciamento e gestão, organização e cooperativismo, e produção. A organização em grupos de interesse, de modo similar às experiências de associativismo, seguirá os critérios de demanda do mercado e condições do solo e do clima da região. A expectativa do governo municipal é que os cooperados da Colônia consigam, também, ter condições de competir nas licitações da merenda escolar, abertas para a rede municipal, e expor nas prateleiras das maiores redes de macro e supermercados.