Instituto da capital mostra interesse no Castelo Simões Lopes

Por Divulgação 03-10-2016 | 00:00:00
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A Comissão Permanente de Licitação, da Secretaria de Gestão Administrativa e Financeira (Sgaf), informa que houve uma empresa interessada na permissão administrativa, à pessoa jurídica, para uso criativo, restauração e revitalização do Castelo Simões Lopes, referente à concorrência pública 07/2016. Apresentou-se a empresa porto-alegrense Instituto Eckart Desenvolvimento Humano e Organizacional. A presidente da Comissão, Laura Elaine Corrêa Carriconde, informa que a documentação apresentada pela empresa no envelope 01, de habilitação, está de acordo com as exigências estabelecidas pelo edital. “A interessada foi considerada habilitada”, anunciou. O envelope 02 corresponde à proposta técnica. Para melhor análise, o processo foi encaminhado pela Sgaf à Secretaria de Cultura (Secult). O secretário Giorgio Ronna informa que o material está em fase de revisão. Patrimônio O Castelo Simões Lopes é integrante do patrimônio histórico e cultural de Pelotas, localizado na Avenida Brasil, nº 824, bairro Simões Lopes. Trata-se de um bem tombado pelo Estado do Rio Grande do Sul, através do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Estadual (Iphae), via edição do processo nº 19701100/11-8, com inscrição no livro tombo nº 109/2012. O Município lançou concorrência pública da modalidade melhor técnica, respaldado pelo Lei 6.311/2016, idealizada como alternativa para viabilizar a recuperação de construções em elevado estado de degradação, que necessitam de grandes investimentos para restauração. Conforme o edital, a prefeitura concederá permissão de uso criativo, visando ao aproveitamento do local, após restaurado e revitalizado, para atividades que estimulem a produção de conhecimentos, movimentem a economia e fomentem a transversalidade da cultura. História A construção do Castelo Simões Lopes durou três anos – de 1920 a 1923. O projeto e a execução da obra, que sofreram intervenções do proprietário para adequá-los ao seu gosto, estiveram sob responsabilidade do arquiteto suíço Fernando Rullman. O Castelo conta com três torres, ameias e terraços, remetendo seu estilo a construções medievais. Possui dois pavimentos e um porão. A área construída é de 1.2433,78 m² num terreno de seis mil m². O proprietário, senador Augusto Simões Lopes, filho mais novo de João Simões Lopes Filho (Visconde da Graça) e tio do escritor João Simões Lopes Neto, vocacionado para a política e ocupante de diversas funções públicas, utilizou o Castelo para comícios e decisões importantes à época. Os terraços foram inúmeras vezes transformados em verdadeiras tribunas, por onde passaram autoridades de projeção, entre as quais os ex-presidentes Washington Luís e Getúlio Vargas.

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