Iphan libera gestão de prédio da RFFSA para a Prefeitura

Por Divulgação 20-01-2011 | 00:00:00
Tags:

O prefeito Adolfo Antonio Fetter recebeu hoje (20) o Ofício 1178/10 Iphan/RS, assinado pela superintendente regional da 12ª Coordenadoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Ana Lúcia Goelver Meira, com a minuta, devidamente revisada pelo departamento jurídico do Iphan, que cede à Prefeitura de Pelotas a gestão de prédio da antiga Estação Férrea de Pelotas, pertencente à extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Cabe agora à Procuradoria Geral do Município (PGM) examinar o documento e dar o parecer final. Caso concorde, o termo de compromisso que visa o repasse do bem deverá ser assinado pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, e pelo compromissário municipal, prefeito Fetter. “Temos o projeto pronto, temos mais de R$ 1 milhão em recursos da Procuradoria Geral da União assegurados para sua execução e agora temos a confirmação da posse definitiva do prédio, o que significa que em breve a cidade de Pelotas contará com mais um prédio histórico totalmente restaurado por iniciativa e empenho deste governo”, celebrou o secretário de Cultura, Mogar Pagana Xavier. Imediatamente após ter recebido o Ofício, o prefeito de Pelotas encaminhou cópia da minuta aos titulares das secretarias de Gestão Urbana, Luciano Oleiro, e de Cultura, Mogar Pagana Xavier, ambos envolvidos do desenvolvimento do projeto de restauração e requalificação do imóvel, no qual serão instalados o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Macrorregião Sul e o Procon (Proteção e Defesa do Consumidor), além de uma biblioteca e do Museu da Memória Ferroviária. A reforma geral do prédio prevê a restauração, com manutenção da fachada original - para isso serão confeccionadas réplicas das portas e janelas originais - e adaptação da parte interna, com repartições para criar consultórios médicos para os usuários do Cerest. O projeto contenpla a instalação elétrica, de água, de esgotos e de telefonia, reforma total do telhado, novo entrepiso, escadas e forro em estuque, entre diversas outras melhorias. A Secretaria de Gestão Urbana, informa Oleiro, tem projetos para valorização de toda a área, incluindo o Largo Portugal, a avenida Saldanha Marinho e a Praça Cipriano Barcelos, inclusive com a construção de novas edificações em terrenos da União, ao lado do prédio da Estação. Saiba mais - trecho que consta no memorial da Secult e no projeto de requalificação do prédio: “A Estação Ferroviária foi inaugurada em 2 de dezembro de 1884, para servir a linha ferroviária que interligava as cidades de Rio Grande, Pelotas e Bagé, chamado de tripé do charque. A linha ferroviária, até 1982, ainda transportava passageiros e, atualmente, o prédio perdeu sua finalidade. Fazendo parte do patrimônio histórico e cultural do município de Pelotas, a construção se localiza em local definido como Área de Especial Interesse Cultural para o III Plano Diretor de Pelotas, a qual inclui a edificação citada com frente para o Largo Portugal, e este ligado à av. Saldanha Marinho e Praça Cipriano Barcellos. Construção de tipologia predominante dos finais do século XIX para edificações comerciais e industriais, o prédio da Estação Férrea é feito em alvenaria de tijolos com esquadrias de madeira e telhado com telha francesa. Estreita e comprida, a edificação se estende acompanhando as linhas do trem, todo o interior do pavimento térreo se comunica com a plataforma de embarque e para o Largo Portugal, através de uma sequência de portas. O prédio apresenta um volume central em dois andares, onde se localizava o saguão central para passageiros e duas grandes alas laterais no pavimento térreo, em cujos sótãos existiam compartimentos com divisórias de madeira, num aproveitamento menor do andar superior. Estes acabam em dois amplos terraços com mais de 70 m² cada. O projeto de reciclagem foi concebido com a intenção de manter o máximo possível a conformação original da edificação, com 1.343,24 m² de área construída, distribuídos em dois pavimentos. De maneira geral, são aproveitadas todas as alvenarias dos compartimentos já existentes. Para adaptação do prédio aos novos usos são propostas as seguintes intervenções: - colocação de paredes divisórias em gesso acartonado para divisão de ambientes em salas menores e construção de sanitários; - colocação de divisória envidraçada no saguão do térreo para que não haja barreira visual na leitura do amplo espaço original. Será feito novo piso de madeira entre os andares e as esquadrias serão remanejadas, de maneira a manter a fachada da frente com as portas originais e a fachada dos fundos com janelas nos lugares das portas, para maior praticidade e segurança, apenas preservando-se as portas do saguão central. Da mesma forma os pisos originais do saguão central em ladrilho hidráulico, serão substituídos por réplicas, assim como os dos terraços. Os demais pisos internos serão substituídos por pisos do tipo porcelanato, e as calçadas exteriores, refeitas. A obra de reciclagem do prédio da Estação envolve a substituição de uma tesoura do telhado e do sistema pluvial, inclusão de estabilidade da construção através de costuras nas paredes, reforço da plataforma de embarque, reforma da escada de madeira, reforma de entrepisos, substituição de todos os revestimentos, restauração de esquadrias, instalações de redes novas de água, esgoto, elétrica, telefonia e lógica e iluminação externa, construção de rampa e elevador para acessibilidade”.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)