Liberada a terceira parcela do plano emergencial

Por Divulgação 13-10-2009 | 00:00:00
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Liberado o repasse ao município no valor de R$ 6,5 milhões. O aporte financeiro é referente a terceira e última parcela do recurso destinado à recuperação dos danos ocasionados com a enxurrada que devastou a região, no final do mês de janeiro. A informação é do vice-prefeito Fabrício Tavares que está em Brasília, tratando de interesses do município, de onde retorna amanhã(14) no final do dia.

O município assegurou, no inicio de março, junto ao Ministério da Integração Nacional um aporte de R$ 18,5 milhões, dividido em três parcelas. As duas primeiras foram repassadas juntas no mês de junho. Diante da demora no depósito da última parcela por parte do governo federal, o que estava impedindo a conclusão das obras especificadas no plano de recuperação da infraestrutura danificada ocorrida com a enorme incidência de chuvas da epóca, Fabrício Tavares, representando o prefeito Adolfo Antonio Fetter, participou de diversos encontros e reuniões com parlamentares gaúchos em Brasília, a fim de agilizar a liberação.

De acordo com o vice-prefeito, com o apoio do gabinete do senador Sérgio Zambiasi a articulação junto ao Ministério resultou na liberação da última parcela nesta tarde (13). A terceira parcela será destinada à construção de 174 habitações de interesse social, concluir trabalhos em andamento e abrir os últimos processos licitatórios para conclusão das obras previstas no plano emergencial. A agenda do vice-prefeito em Brasília também incluiu reuniões com representantes da bancada federal gaúcha, onde aliado aos gestores da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), para pleitear emenda orçamentária no valor estimado de R$ 25 milhões para investimentos de infraestrutura turística na região da Costa Doce.

Com o repasse das duas primeiras parcelas a prefeitura já realizou obras de pavimentação asfáltica em diversas vias do município atingidas pelas precipitações, sendo que em algumas, o trabalho ainda está em andamento. Foi contratada a elaboração dos projetos executivos para construção de 35 pontes de concreto, sendo 24 na zona rural e 11 na zona urbana, está sendo licitada a obra de recuperação da adutora da Estação de Tratamento de Água do Moreira, que abastece grande parte da cidade e intervenções no sistema pluvial. Estas são algumas das realizações feitas com o recurso oriundo da União e que se somam aos investimentos municipais para recuperação.

Histórico:

No dia 29 de janeiro, Pelotas foi atingida por uma enxurrada que abalou a infraestrutura do município. Desde então, o município vem sendo alvo de constantes chuvas e vendavais. A verba destinada para Pelotas é utilizada em ações emergenciais de recuperação em razão dos danos provocados .

Construção de residências, recuperação do sistema de abastecimento de água, sistema de drenagem urbana e a segurança da barragem da Santa Bárbara e seus canais extravasores. Restabelecer o sistema da Estação de Tratamento de Água do arroio Moreira que teve suas instalações e equipamentos atingidos pela cheias deixando uma parcela do bairro Fragata sem o abastecido de água tratada, restabelecido temporariamente, de forma precária por meio de caminhões pipa na época. Reparar os sistemas de bombeamento das casas de bombas de drenagem e instalar novos grupos para evitar os alagamentos como os ocorridos nas comunidades da Vila Castilhos, Vila Farroupilha e Cerquinha, bem como a zona onde está localizada a Estação Rodoviária de Pelotas e entorno. Restabelecer as Condições de Segurança da Barragem e do Canal da Santa Bárbara, dos equipamentos elétricos da Usina de Recalque de Água Bruta do Arroio Pelotas, e do sistema de drenagem que foram fragilizadas.

Reconstrução de pontes em concreto e pedra, localizadas no 3°, 4°, 5°, 6° e 7° distritos da área rural de Pelotas. Revestimento asfáltico da pavimentação danificada, e realização de ações de recuperação do pavimento, operação tapa buraco e sela trinca.

Estas são as ações previstas no projeto para utilização deste recurso. O projeto visa o restabelecimento da normalidade no cenário de desastre estabelecido pela enchente, que para tanto, são necessários grandes investimentos, que são impossíveis de serem executados somente com recursos próprios do Município, portanto, tornou-se imprescindível o aporte imediato de recursos do Governo Federal, no sentido de minimizar os efeitos devastadores na vida da população.

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