Licitação de coletor geral de esgoto recebe duas propostas
Duas empresas do Estado apresentaram propostas na licitação para construção do Coletor Geral (CG1) Simões Lopes, cujos envelopes foram abertos ontem (9) pela Comissão Especial de Licitações da Prefeitura. Secretário-executivo da Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP), Jair Seidel projeta o início das obras para a primeira quinzena de junho devido ao prazo necessário aos trâmites burocráticos. A partir desta terça-feira (10), inicia a fase de habilitação em que as documentações serão analisadas. O segundo estágio diz respeito ao julgamento técnico e à avaliação relativa a preços e, numa terceira etapa, as construtoras receberão comunicação da Comissão acerca do resultado. “A assinatura do contrato e a apresentação da garantia exigirão 20 dias”, informa Seidel. De acordo com a chefe da Equipe Técnica do Departamento Jurídico da UGP, Michele Velleda, a conclusão de todo esse processo depende, ainda, da não interposição de recursos, que geralmente postergam as concorrências públicas. O projeto técnico do Sanep estabelece que o CG1 seja responsável pela interceptação das redes coletoras implantadas, conduzindo o esgoto à futura estação de tratamento. Com o empreendimento – que integra o programa Saneamento para Todos do governo do prefeito Adolfo Antonio Fetter –, será atendida a demanda de 30 mil pessoas que reside à esquerda da avenida Duque de Caxias, sentido Centro-bairro. A região que se tornará um dos novos canteiros de obras de 2011 foi batizada pela administração como “Fragata” e incluirá as novas ETEs: Vila Farroupilha ou Rodoviária e Simões Lopes (Fragata Sul). As intervenções vão exigir, do erário, R$ 11,4 milhões, de acordo com o prefeito Fetter. “O investimento do governo atual em saneamento básico, nas duas gestões, chega à casa dos R$ 87 milhões”, assinala o secretário-executivo da Unidade. De acordo com o planejamento estratégico para o setor, conforme Seidel, R$ 36,4 milhões destinam-se à coleta e ao tratamento de esgoto, R$ 45 milhões são aplicados em abastecimento e tratamento de água e R$ 6 milhões viabilizam a usina de triagem e compostagem de lixo.