Licitação para expandir saneamento da praia em fase final
Integrando um projeto global de recuperação e requalificação do Laranjal, a segunda etapa da execução das obras de implantação da rede coletora de fossas da praia está na fase final de licitação. Na próxima quinta-feira (15), às 14h na Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP) da Prefeitura, serão abertos os envelopes das empresas que se candidataram à construção e complementação da infraestrutura de saneamento básico para captação e tratamento do esgoto domiciliar. “Somando-se à Estação de Tratamento de Esgoto concluída na primeira gestão do prefeito Adolfo Antonio Fetter, a população dos balneários contará com o total de 35 quilômetros de rede coletora”, afirma o coordenador geral da UGP, Jair Seidel. Segundo o gestor, todas as ações no Laranjal seguem as políticas ambientalmente corretas de redução da poluição da lagoa e de compensação dos impactos gerados pela ausência histórica de saneamento. De acordo com o diretor do Sanep, Luís Carlos Villar, o projeto operacional foi concebido pela autarquia com o objetivo de ligar ao sistema todas as 6 mil residências de ambos os balneários. “Iniciativa histórica no Município, a expansão vai trazer o benefício ambiental do tratamento efetivo dos resíduos”, antecipa Villar. “Embora o investimento não apareça, por ser subterrâneo, a comunidade perceberá os ganhos para a própria Lagoa e o lençol freático”, diz o diretor do Sanep. A rede de esgoto compreende o quadrilátero entre as avenidas José Maria da Fontoura e Rio Grande do Sul e a área que se estende da avenida Antônio Augusto Assumpção até a rua Canoas. Da avenida Rio Grande do Sul até a avenida Antônio Augusto Assumpção Júnior, a cobertura abarcará a extensão da avenida Espírito Santo até a avenida Antônio Augusto Assumpção. Os proprietários de imóveis no Laranjal vêm sendo orientados, há três anos, pela prefeitura e pelo Sanep para fazer a ligação das saídas de esgoto das casas à rede coletora. As instalações internas são de responsabilidade da comunidade, que deve conectar as tubulações a uma caixa coletora na calçada, eliminando assim o “poço negro”. “Além do aspecto de preservação, a questão sanitária deve mobilizar todos à complementação da nova infraestrutura de direcionamento dos resíduos”, assinala Villar.