Mortalidade infantil em Pelotas acompanha meta fixada pela Unicef
Por intermédio da Campanha de Redução da Mortalidade Infantil executada em Pelotas, o município registra queda considerável no número de óbitos de crianças de 0 a 1 ano. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Francisco Isaías, este fato contribui, conseqüentemente, para que a taxa esteja satisfatória também em nível nacional, proporcionando que o país consiga bater a meta de diminuição antes do prazo previsto.
A meta fixada pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) estipula que o Brasil deva diminuir em dois terços o índice de mortalidade infantil entre crianças com até cinco anos até 2015. Entre 1990 e 2005, o índice de mortalidade caiu 46,4% e, por este motivo, o Ministério da Saúde acredita que o objetivo será alcançado em 2012.
No município, o número registrado até o final de julho era de 10,6 mortes por mil crianças de 0 a 1 ano, superando a meta prevista, que era baixar para 13,5/mil em 2007(em 2006, o índice foi de 15,3/mil). O trabalho de redução da mortalidade infantil, em Pelotas, é desenvolvido em parceria entre município, estado e o Centro de Pesquisas da UFPel.
Isaías destaca que, nos últimos anos, o trabalho de redução em Pelotas baixou em 50% o índice, visto que a média oscilava em torno de 20 óbitos por mil. Ele ainda avalia que ”a mortalidade infantil é o indicador mais sensível para demonstrar a qualidade da saúde de um município”.
O professor César Victora, do Centro de Pesquisas, acredita que este é o resultado de um trabalho de investigação, planejamento e ação. O grupo faz reuniões todos os meses e investiga cada morte de criança de 0 a 1 ano, com o objetivo de identificar as causas e trabalhar em cima da realidade local.
Conforme relata a coordenadora do Departamento de Saúde Pública da SMS, Ana Costa, a rede básica está cada vez mais qualificada para contribuir na questão, realizando um trabalho social de conscientização dos pais. Ana lembra, ainda, que em 2005 foram 86 mortes de crianças de 0 a 1 ano. Em 2006 foram 66 e neste ano, até o momento, foram 24, o que comprova a eficácia do trabalho em conjunto. Para finalizar, o professor Victora comemorou os dados, e disse ser um conjunto de fatores a grande causa da baixa nos índices. Apesar da boa notícia, o trabalho agora é para manter o resultado positivo.