Mortalidade infantil:Pastoral adota projeto pelotense
Depois de conseguir uma redução de 20 para 12 no número de óbitos de crianças menores de um ano para cada mil nascidas vivas entre os anos de 2005 e 2007, Pelotas se tornou referência no assunto. Prova disso é que o secretário de Saúde, Francisco Isaías, recebeu ontem (13) a representante da coordenação nacional da Pastoral da Criança, Tereza Kaiser Baptista, que veio à cidade especialmente para conhecer o trabalho realizado, a fim de difundi-lo pelo país.
“Pelotas foi a cidade brasileira com mais de cem mil habitantes que alcançou a maior redução em mortalidade infantil nesse período. Atribuímos essa conquista à priorização da saúde conferida pela administração”, disse Isaías. Entre os agentes que trabalharam nesse processo esteve o Comitê Municipal de Investigação de Óbito Infantil Fetal e Morte Materna (Comai), que desde 2005 une a Secretaria de Saúde e as Universidades Católica e Federal de Pelotas, entre outras instituições, na promoção e coordenação de ações como a Campanha de Redução da Morte Súbita Infantil e os Programas Estratégia em Saúde da Família (ESF) e Primeira Infância Melhor (PIM).
Pelotas alcançou a redução de um índice que se manteve por 20 anos praticamente inalterado: entre 1984 a 2004 os óbitos de menores de um ano em Pelotas variaram entre 18 e 20 crianças a cada mil nascidas vivas. O índice atual, de 12/mil, está abaixo da média do Rio Grande do Sul, estado que têm um dos menores percentuais do país.