Mostras da Secult registram público expressivo

Por Divulgação 29-10-2009 | 00:00:00
Tags:


Desde que foram abertas ao público, as mostras que ocupam as três Salas de Exposição da Secretaria de Cultural local vêm registrando uma presença de expectadores expressiva, demonstrando mais uma vez que a comunidade é sensível às artes e gosta de apreciar o inegável talento dos artistas pelotenses. As mostras, que permanecem abertas ao público até o próximo dia 13 de novembro se constituem na penúltima oportunidade do ano para apreciar as mostras oficiais programadas no calendário da Secult. O ano deverá encerrar com a exposição dos trabalhos produzidos pelos artistas Kelly Wendt (fotografia), Graça Antunes (cerâmica) e Coletiva dos alunos do IAD, coordenados pela artista plástica Helena Badia.

Para o diretor de Artes Visuais da Secult, Samuel Sacramento, todas as mostras realizadas até então se constituem em uma superação: “Este ano, a exemplo dos anteriores, estamos registrando um número crescente de espectadores, de pessoas interessadas no que é produzido aqui no município. Sem dúvida alguma, não ficamos a dever em nada para os grandes centros produtores de arte, pois o talento de nossos artistas é inegável, basta acompanhar a produção de cada um deles”, comenta.

Na Sala de Exposições Frederico Trebbi ficará exposta a produção da artista plástica Helena Dias com a mostra fotográfica denominada “Espectro II. Se entendido como aparição, o espectro concede contorno ao reflexo, salienta a artista. “Assim, matéria e reflexo, que são os motes de minha arte, são estados temporários, apreendidos pela nossa visão, apesar de sua imaterialidade e pequena duração”, explica Helena. Mas o que a fotógrafa faz, além de ver antes de fotografar, é perceber que na sobreposição de informações visuais que conformam a realidade, não há muita concretude, senão aparições e fantasmas de luz. Surpreende por que os reflexos do mundo são sempre inusitados, não assustam, pois neles existe movimento, existe o prazer de olhar e fotografar. A mostra, permanece em exposição até o dia 13 de novembro.

Na Sala Antônio Caringi, estão os trabalhos em fotografia da artista plástica, fotoceramista, fotógrafa e curadora de arte, Norma Alves, cuja mostra intitula-se “Transformações Urbanas”. Norma já participou de diversas exposições individuais e coletivas em galerias públicas e privadas, tendo recebido diversas premiações nacionais e internacionais. Realizou exposições também, na Inglaterra, Portugal, Grécia, França, Viena, Japão, China, Itália e Argentina, além de ter seu talento reconhecido por intermédio da Associação Nacional dos Artistas Plásticos que a condecorou com o título de Cavalheiro e Comendadora das Artes Plásticas Brasileiras por serviços prestados à Nação. Suas fotocerâmicas estão em acervos de entidades públicas e privadas como Presidência da República, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Ministério do Exército, Vaticano, Museu Dominicano, Casa do Brasil na Espanha e na UCLA, em Portugal. A artista, dedica-se hoje, a criar e executar troféus para destaques nas áreas plásticas e sociais para grandes talentos.

Na Sala de Exposições Ináh Costa está exposto o talento do artista Noé Cezar que mostra, juntamente com seu grupo de alunos, a beleza e o traço perfeito do desenho. Noé, como costuma assinar seus trabalhos, nasceu no interior de São Lourenço do Sul e passou toda a infância em contato direto com a natureza e os animais, participando ativamente das lides de campo. Neste período já reproduzia nas paredes dos galpões, com carvão ou giz, o movimento dos animais que o rodeavam. Estudioso da morfologia do cavalo crioulo, já lançou três álbuns com gravuras e textos sobre estes, o que lhe rendeu um contrato com a empresa Termolar, que o contratou de forma exclusiva, para criar estampas em grafite, na linha campeira, de seus produtos. A paixão pela cultura gaúcha, desde a música, culinária e costumes faz com que Noé realize incansáveis pesquisas sobre o tema.

Alt+1 (conteúdo) • Alt+2 (menu)
Alt+3 (busca) • Alt+4 (rodapé)