Motolância atende média de 20 pacientes ao dia

Por Divulgação 18-02-2011 | 00:00:00
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Em funcionamento desde o dia 12 de janeiro, a motolância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem realizado uma média de 20 atendimentos diários. Três técnicos ou auxiliares de enfermagem - que fizeram curso de pilotagem de motocicleta em alta velocidade com segurança - se revezam ao longo do dia e conduzem a motocicleta, que tem alcançado uma diminuição média de quatro minutos no tempo de resposta ao chamado. “Estes minutos podem ser muito significativos em casos graves, podem salvar vidas ou diminuir sequelas nos pacientes”, recorda a coordenadora geral do Samu, Edi Marlene Monteiro. Dos vinte casos atendidos a cada dia, cerca de sete são de pacientes hipertensos, seis de hipoglicêmicos, cinco de vítimas de acidentes, e ainda há casos de convulsões, parada cardiorrespiratória, acidente vascular cerebral (AVC) e tentativas de suicídio. A motolância agiliza o serviço porque chega antes e pode diagnosticar mais rapidamente, resolver no local (casos de hipotensão, hipoglicemia, glicose hipertônica, etc.), estabilizar o paciente e informar a central se for necessária uma ambulância para fazer a transferência do paciente – evitando, portanto, deslocamentos desnecessários e trazendo economia ao Samu. Um dos condutores da motolância, Wagner Nicoletti Fernandes, de 28 anos, que fez o curso de direção defensiva e urgências do Sest/Senat, salienta que os acidentes de trânsito estão entre os casos mais frequentes e alerta: “As pessoas não devem mexer o acidentado, nem tirar seu capacete”. Movimentar a pessoa de forma incorreta pode transformar uma lesão parcial em uma lesão total, ou seja, pode agravar a situação da vítima. Portanto, o melhor é esperar pelo socorro profissional. Fernandes também atenta para a importância da precisão da informação fornecida desde o local do chamado: uma queda de pressão, reforça o técnico em enfermagem, é completamente diferente de uma parada cardíaca. A motocicleta disponibilizada pelo governo federal foi entregue oficialmente à Secretaria de Saúde (SMS) pelo prefeito Fetter, no dia 3 de setembro. A motolância aguarda a chegada dos eletrodos descartáveis, já comprados pela Prefeitura, necessários para o uso do Desfibrilador Externo Automático (DEA), que fica acoplado ao veículo, necessário nos casos de parada cardíaca. Três condutores, técnicos ou auxiliares de enfermagem, vinculados ao Samu de Pelotas, participaram do treinamento de 40 horas oferecido pelo convênio entre os Ministérios da Saúde e da Justiça. O governo federal exigiu como pré-requisitos que eles tivessem carteira de habilitação para motocicleta e, pelo menos, um ano de experiência na área de urgência e emergência, além de curso prévio. O atendimento de urgência e emergência do Samu pode ser acionado através do telefone 192. A ligação gratuita. Saiba mais: Vinculado à Secretaria da Saúde (SMS), o Samu completou cinco anos de funcionamento em Pelotas no dia 26 de agosto, período no qual foram realizados em torno de 124 mil atendimentos à população pelotense; destes, 84 mil foram considerados pertinentes e 40 mil não pertinentes; 25% do total foram referentes a acidentes. O Serviço foi criado por iniciativa do Ministério das Minas e Energia, em 2003. Segundo informações do governo federal, está comprovado que a prestação de socorro imediato reduz o número de óbitos, o tempo de internação e as sequelas nos pacientes.

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