Motolância trará agilidade e economia ao Samu

Por Divulgação 03-11-2010 | 00:00:00
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da cidade de Pelotas aguarda apenas a chegada dos eletrodos descartáveis, já comprados pela Prefeitura, necessários para o funcionamento do Desfibrilador Externo Automático (DEA), acoplado ao veículo, para colocar a motolância em ação. “Estamos confiantes de que nos próximos dias poderemos, finalmente, colocar o serviço à disposição da população pelotense”, comentou, entusiasmado, o secretário de Saúde de Pelotas, Francisco Isaías. Repassada pelo governo federal e entregue oficialmente à Secretaria de Saúde (SMS) pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter, no dia 3 de setembro, a motocicleta deve trazer maior agilidade e economia aos serviços de urgência e emergência oferecidos pelo Samu. Agilidade, porque o auxiliar de enfermagem, devidamente treinado pela Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, de Porto Alegre, terá condições de chegar ao local do chamado mais rapidamente para prestar os primeiros socorros, melhorando o atendimento às vítimas de patologias cardíacas. Economia, porque o profissional informará à Central sobre a necessidade ou não do uso da ambulância, para o encaminhamento do paciente – o que evitará deslocamentos desnecessários. E, nos casos em que realmente for preciso conduzir o paciente a um hospital, a motolância fará o papel de um batedor, ou seja, irá na frente, abrindo caminho e agilizando, mais uma vez, o serviço. Três condutores, técnicos ou auxiliares de enfermagem, que já eram vinculados ao Samu de Pelotas, fizeram o treinamento de 40 horas oferecido pelo convênio entre os Ministérios da Saúde e da Justiça. Foram pré-requisitos exigidos pelo governo federal que eles tivessem carteira de habilitação para motocicleta e, pelo menos, um ano de experiência na área de urgência e emergência, além de curso prévio. Vinculado à Secretaria da Saúde (SMS), o Samu completou cinco anos de funcionamento em Pelotas no dia 26 de agosto. Ao longo deste período, foram realizados cerca de 124 mil atendimentos à população pelotense, sendo que destes, 84 mil foram considerados pertinentes e 40 mil não pertinentes, 25% do total foram referentes a acidentes. Criado por iniciativa do Ministério das Minas e Energia em 2003, está comprovado que a prestação de socorro imediato reduz o número de óbitos, o tempo de internação e as sequelas nos pacientes. Com a regionalização do Samu, autorizada pelo Governo do Estado, Pelotas passa a regular outros doze municípios – a maioria deles de população menor, e sem condições de dispor de um serviço autônomo. Atualmente, estes municípios estão sendo capacitados, para se integrarem ao sistema de regulação – já passaram pela capacitação Santa Vitória do Palmar, que já é regulada por Pelotas, São Lourenço do Sul, Canguçu e Piratini. Ainda farão o curso: Rio Grande, São José do Norte, Chuí, Arroio Grande, Jaguarão, Capão do Leão, Santana da Boa Vista e Pinheiro Machado. O município de Rio Grande é o único, por enquanto, além de Pelotas, a dispor de uma ambulância de suporte avançado, nível 2, com médico intervencionista e enfermeiro na equipe. Em Pelotas, o Samu conta com quatro ambulâncias comuns, com socorrista, e uma avançada, com acompanhamento de médico, que viabilizam o atendimento diário, a qualquer hora, de cerca de 50 pacientes em situação de urgência e emergência. Sob coordenação de Edi Marlene Monteiro, a equipe local é formada por 65 profissionais, entre médicos (14), enfermeiros (5), técnicos em enfermagem (14), telefonistas (8), radio-operadores (3), condutores e pessoal da limpeza. O atendimento de urgência e emergência do Samu pode ser acionado através do telefone 192. A ligação gratuita.

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