Novo centro administrativo vai gerar economia
Redução de custos, modernização da gestão pública e qualificação dos serviços são apenas algumas das vantagens na organização de um novo centro administrativo para o município de Pelotas. A prefeitura negocia a desapropriação do prédio onde deveria funcionar o shopping Praça XV e que teve obra abandonada há mais de cinco anos.
A aquisição do prédio, segundo o prefeito Fetter Júnior, deverá proporcionar a reunião de 15 secretarias municipais no mesmo local. “Isto representa economia com gasolina, telefone, aluguel, sobrando mais dinheiro para investir em áreas prioritárias para o cidadão”, disse. Ainda segundo o prefeito, no governo anterior foi alugado o prédio onde funcionava a Josapar, na Rua Professor Araújo. O valor mensal do aluguel era de R$ 30 mil. Quando a atual administração assumiu, o aluguel do prédio não era pago há mais de um ano. A dívida foi renegociada e o valor do aluguel mensal reduzido para 40% do anterior, ficando em R$ 14 mil/mês. No entanto o Centro Administrativo Professor Araújo fica deslocado do centro da cidade e não comporta todos os serviços que deveriam estar reunidos. Abriga somente seis secretarias, deixando as outras dispersas em vários locais da cidade.
Embora não seja possível reunir todos os órgãos da administração municipal em um único local, em função da natureza do trabalho de alguns deles, para Fetter seria desejável que os setores que prestam atendimento ao contribuinte ficassem todos no mesmo endereço. A compra do prédio está entre os propósitos da atual administração, que também tem como objetivo a aquisição de veículos e equipamentos de informática, bem como a melhor qualificação do funcionalismo.
Fetter considera muito importante o esclarecimento da comunidade a respeito da necessidade de um novo centro administrativo e das vantagens que isto irá trazer para a cidade. A escolha do prédio do shopping para tal função se deve também à própria melhoria do aspecto do centro da cidade, além da localização ao lado do Paço Municipal.
A Prefeitura aguarda os trâmites judiciais para a desapropriação e aquisição do prédio. Os responsáveis pela massa falida contestam o valor da avaliação feita por um perito da justiça, determinando que a construção vale R$ 608 mil.