Novo sistema semafórico com previsão para maio
Dependendo dos trâmites legais, os primeiros semáforos à base de leds (pequenas pontos de luz que constituem as lâmpadas) devem começar a ser instalados no sistema viário de Pelotas em um prazo de 60 dias. O pedido para abertura de licitação foi encaminhado pela Secretaria de Segurança, Transporte e Trânsito (SSTT) ao departamento de Compras da Secretaria de Administração e Finanças (SAF). A previsão é de que em 30 dias seja publicado edital de licitação. De acordo com o secretário Jacques Reydams, novos controladores também estão em vias de serem adquiridos. “Nossa idéia é de estar com esta nova remodelação no sistema de semáforos em pelo menos 50% da cidade, antes do inverno, período também bastante crítico para a manutenção dos aparelhos”, projetou Reydams. Segundo ele, a SSTT projeta adquirir cerca de 640 módulos de leds, 600 para troca, em todo o sistema da cidade e o restante para eventuais reposições. Cada módulo de 95 leds equivale a uma lâmpada. O investimento na substituição do sistema está orçado em R$ 180 mil. Os novos sistema e controladores vão permitir o sincronismo mais preciso dos semáforos em avenidas como a Bento Gonçalves. Economia assegurada Além da maior durabilidade e eficiência em termos de luminosidade, o novo sistema vai representar economia na manutenção dos semáforos e nos gastos com energia elétrica. “Estes conjuntos de leds representarão uma economia de cerca de R$ 70 mil por ano em energia elétrica e de R$ 5,5 mil / mês em reposição” comentou o secretário de Trânsito Jacques Reydams. Conforme dados da SSTT, queimam por dia, sem a ação de intempéries, em média seis lâmpadas ao custo de R$ 38,00, as quais precisam ser integralmente trocadas. Através do sistema de leds a durabilidade mínima de uma sinaleira passa a ser de cinco anos, já que elas apagam em séries de três micro-lâmpadas e não comprometem o funcionamento do restante do módulo que mantém uma boa luminosidade até mesmo com 20% da capacidade. O modo convencional de lâmpadas únicas é mais vulnerável essencialmente à queda de tensão na rede elétrica e às variações climáticas, com tempo de vida útil mínimo entre quatro e cinco meses.