Novos produtos químicos qualificam tratamento e geram economia

Por Divulgação 19-11-2010 | 00:00:00
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Há cerca de três meses, as Estações de Tratamento de Água do Sanep trabalham com novo produto químico o Policloreto de Alumínio (PAC) em substituição ao antigo, o Sulfato de Alumínio. Com o novo composto usado na etapa de coagulação/floculação o Sanep deve fazer uma economia de mais de R$ 60 mil, além de obter na água potável índices de alumínio residual e turbidez, bem abaixo dos permitidos pela legislação federal, pela Portaria 518/04 do Ministério da Saúde. A mudança para o Policloreto de Alumínio foi adotada a partir do entendimento de que resultaria ao Sanep economia com os custos, mais eficiência no tratamento da água e qualidade no produto final – a água que chega às residências. “Um grande benefício considerado foi a diminuição da turbidez e dos índices do metal alumínio na água tratada, apresentando índices inferiores aos recomendados pela legislação federal, além da economia mensal de aproximadamente R$ 61 mil”, comentou a bioquímica, responsável pelo Departamento de Tratamento na Autarquia, Isabel André. Outra vantagem encontrada com o Policloreto de Alumínio foi a redução de outros compostos químicos utilizados no tratamento convencional da água, como a cal hidratada aplicada para corrigir o pH (acidez) e o cloro gás usado para fazer a desinfecção final da água tratada. “O emprego deste produto é recente porque foi necessário realizar vários e diferentes testes em laboratório e na planta de tratamento da ETA Santa Bárbara, nos assegurando de que o PAC seria o melhor produto para tratar as nossas águas brutas, captadas do manancial Santa Bárbara e dos Arroios Moreira, Pelotas e Quilombo”, explicou a bioquímica. Os testes incluíram pesquisa e inúmeras análises físicoquímicas. Ambos os produtos são usados universalmente e são indicados para tratamento da água para consumo humano, pela legislação federal. Todos os testes realizados foram executados pela equipe técnica do Departamento de Tratamento, que conta com técnicos em química, engª química, bióloga, bioquímica, operários e operadores de sistema hidráulico, que se envolveram no trabalho com foco no aumento da qualidade da água tratada na saída das três ETAs. Novas substituições de produtos Para 2011, o Departamento de Tratamento já estuda a substituição do cloro gás pelo cloreto de sódio no processo de desinfecção da água tratada na ETA Sinnott. Se a modificação for integralmente aprovada, em 2012 será estendida para as ETAs Santa Bárbara e Moreira. Essa mudança significa, além da manutenção da desinfecção da água, segurança também no manuseio do produto e equipamentos afins, já que o cloro gás, para quem opera, oferece riscos de irritabilidade das vias aéreas. Para as mudanças foram realizadas pesquisas e visita a outras empresas de saneamento e fabricantes do produto para conhecer de perto as vantagens do mesmo. Todo o cuidado tem como objetivo garantir a qualidade da água buscando sempre alternativas mais modernas, eficientes e economicamente viáveis. Desde o começo deste ano, o departamento de tratamento também passou a adotar nas três ETAs (Santa Bárbara, Sinnot e Moreira) a utilização do Ácido Fluorsilícico, substituindo o Fluorssilicato de Sódio. Os dois produtos têm a mesma função: a prevenção da cárie dentária, entretanto o Ácido é mais solúvel e não forma resíduos no tratamento como o verificado com o Fluorssilicato que é em pó. “Tanto um produto como outro é bastante caro, por isso também devemos ter em mente a economia da água tratada. Não usando para limpezas em geral. Para estes fins menos nobres devemos reaproveitar águas da chuva ou já usadas”, exemplificou Isabel, sensibilizando.

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