Obras em prédios históricos a todo o vapor em Pelotas

Por Divulgação 26-08-2009 | 00:00:00
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Já são visíveis as alterações estruturais implementadas pela empresa Marsou Engenharia no interior do Grande Hotel. A intensa movimentação de operários no local já deixa clara a extensão da obra que devolverá ao prédio histórico, sua função original no ramo da hotelaria.

Inicialmente as obras se concentram em ações de demolição de paredes diversas do interior do prédio para que, desta maneira, seja realizada a readequação de seu espaço físico. Para evitar danos, a empresa tomou o cuidado de proteger, por intermédio de lâminas de compensado e plástico bolha, todos os pisos em ladrilho hidráulico existentes no local, pois parte deles será reaproveitada. Ao final da obra, o Grande Hotel será acrescido de mais um pavimento, recuado, para que não interfira no design da fachada. O conjunto da obra do Grande Hotel inclui a execução da casa de máquinas para instalação de dois elevadores (a estrutura atual já conta com um) e adequação da cobertura; desmontagem e recolocação da clarabóia do último pavimento; execução e adequação do sistema estrutural em concreto e metálico em todos os pavimentos; colocação de divisórias em gesso acartonado e adequação das paredes internas existentes para o uso proposto (hotel-escola), instalação elétrica geral e instalação hidráulica e sanitária de todo o prédio.

O prédio do Grande Hotel possui atualmente 68 quartos, quatro apartamentos, duas suítes, salão de chá e vestíbulo coberto por uma clarabóia de vidros coloridos. Após a reforma a estrutura deverá estar pronta para se transformar em um hotel de categoria 4 estrelas, onde deverá funcionar também uma escola de gastronomia e uma de hotelaria, ambas no subsolo do prédio.


Palacete Seis – Em fase de execução estão também as obras de restauração total do Casarão Seis, em frente à Praça Cel. Pedro Osório. O prédio, datado de 1879 possui sacada e uma varanda formada por um belo jogo de arcos e colunas, cujo acesso se dá por intermédio de uma escadaria dupla. O imponente prédio possui, quase que intacta, uma das últimas senzalas utilizadas no país.

No sentido de preservar mais de um século de história, a empresa responsável pela obra, e que também executa a requalificação do Grande Hotel, providencia, neste momento, o escoramento dos centenários forros em estuque, proteção dos pisos em ladrilhos hidráulicos e da arte em escaiola das paredes do imóvel.

Segundo o arquiteto responsável, Jéferson Salaberry, o trabalho ora realizado visa proteger elementos pré-existentes, o que além de dar segurança aos funcionários que trabalham no local, permite que seja executada a segunda parte da obra, onde a empresa pretende readequar os telhados. Para a realização desta etapa, a Marsou pretende retirar o telhado do imóvel para que sejam verificadas as condições do madeiramento que o sustenta, sendo este substituído quando muito danificado.

As telhas (em barro) deverão ser retiradas uma a uma, para que sejam limpas e devidamente impermeabilizadas, ação que evitará futuras infiltrações. Ainda segundo Salaberry, quando da retirada do telhado, será colocada, provisoriamente uma cobertura. Bastante danificado pelo falta de manutenção e pela ação do tempo, o casarão, tombado pelo patrimônio, será totalmente restaurado do forro ao telhado, passando pela instalação elétrica, hidráulica, instalação de rede lógica e de telefonia, restauração total dos forros em estuque e do revestimento em escaiola das paredes internas, bem como a reforma de todas as esquadrias em madeira, recuperação dos pisos seguindo o modelo original, além da pintura geral interna e externa.

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