Obras públicas geram mais de mil empregos em Pelotas
A execução de obras públicas está aquecendo o mercado de trabalho em Pelotas. Apenas as obras de requalificação de vias e de construção, reforma e ampliação de escolas e unidades de saúde geraram mais de mil empregos diretos no Município – sem levar em conta as centenas de profissionais e auxiliares envolvidos no fornecimento de produtos e serviços. Apesar dos cenários de crise nacional e estadual, o cuidadoso planejamento financeiro da prefeitura possibilitou a continuidade dos projetos necessários para a modernização de Pelotas. São obras que trazem um grande volume de investimentos públicos para a cidade e se tornam fonte de emprego e renda para trabalhadores de diversas profissões. A Unidade Gerenciadora de Projetos (UGP) e as secretarias de Saúde (SMS) e de Educação e Desporto (Smed) lideram, através das empreiteiras, o aproveitamento de mão de obra. "Nossa saúde financeira se reflete na capacidade de investimento que resulta em obras de grande importância para Pelotas e, por consequência, na abertura de vagas diretas e indiretas nesse novo mercado de trabalho. As obras fazem girar a nossa economia e possibilitam mais consumo e o sustento de centenas de famílias,” afirmou o prefeito Eduardo Leite. Pavimentação e outras Os maiores projetos em andamento em Pelotas são referentes à requalificação de ruas e avenidas, com cobertura financeira federal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-Pavimentação) e contrapartida da prefeitura. A cargo da UGP, quatro projetos (1. ruas General Osório, Gomes Carneiro e Marechal Deodoro; 2. avenidas Bento Gonçalves, São Francisco de Paula, Assis Brasil e Augusto Simões Lopes; 3. rua João Jacob Bainy e avenida Zeferino Costa; 4. avenidas 25 de Julho, Leopoldo Brod e Ildefonso Simões Lopes) e da rua Doutor Romano, que acaba de ser concluída, totalizam 216 empregos, com previsão de abertura de mais 130 vagas, quando começarem as obras das avenidas Duque de Caxias, Juscelino Kubitschek de Oliveira e Domingos de Almeida, previstas para o mês de abril. Sob a fiscalização da UGP, a construção do Ginásio Municipal e a reforma do Ginásio João Carlos Gastal, do Colégio Pelotense, empregam 35 trabalhadores, além da adequação e transformação das quadras externas, que aproveitam mão de obra de mais 20 funcionários. Também a Estação de Tratamento de Água (ETA) São Gonçalo demanda 68 postos de trabalho. Os projetos de microrrevestimento asfáltico em diversas vias, entre elas a avenida Dom Joaquim e a rua Tiradentes, geraram 53 empregos. Praças, parques, praia e zona rural não ficaram de fora. Houve investimentos significativos na criação do Quiosque do Laranjal, demandando mão de obra de quatro funcionários, nas calçadas e requalificação da praça Aratiba, no Balneário dos Prazeres, gerando oito postos de trabalho, na pavimentação da praça do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) Dunas (oito empregos), e nas melhorias de pontes da colônia, absorvendo o trabalho de cinco operários. Outras obras e serviços sob responsabilidade da UGP, como plotagem, qualificação do Terminal Turístico, reformas em escolas para inclusão do laboratório da plataforma Khan Academy, a fachada e obras do Parque Tecnológico, sinalização turística, impermeabilização e pintura do Terminal Rodoviário, requalificação do Mercado Central, calçadas da avenida Ulysses Guimarães (loteamento Dunas), pavimentação do Anglo e recuperação do passeio Dom Antônio Záttera envolveram mão de obra de 74 empregados. Vinte trabalhadores conseguiram aproveitamento no projeto de rede de esgotamento sanitário do Coletor Geral 1 (CG1), no Simões Lopes, 15 na recuperação da avenida São Jorge, nas Três Vendas e 20 nas pistas de skate projetadas para este ano. Educação Para atender à demanda de vagas, modernizar o sistema e qualificar a rede pública de ensino, a Smed vem empreendendo uma nova dinâmica no seu setor de Engenharia. Projetos de construção, reforma e ampliação de escolas, licitados e em andamento reforçam a meta de geração de emprego e renda. As empreiteiras Villa Bela, Loki Engenharia, Modelar e Azevedo Aquino, vencedoras de processos licitatórios, são responsáveis por intervenções que estão transformando a realidade de escolas municipais, dotando-as de novas instalações, reformas e ampliações. Juntas, as construtoras estão gerando 291 empregos diretos e 141 indiretos nestas obras. A construtora Villa Bela está responsável pelas obras nas escolas Ruth Blank (Centro), João Guimarães Rosa (Distrito Industrial), Oswald de Andrade (Balneário dos Prazeres), Graciliano Ramos (Vila Hilda), Érico Veríssimo (Navegantes II) e Jacema Rodrigues Prestes (Arco Íris). Nessas intervenções, a empreiteira emprega diretamente 68 trabalhadores e, indiretamente, 15. Os empregos indiretos são aqueles relacionados a serviços de serralheria, pintura, ferragens, esquadrias e outros. A Loki Engenharia está promovendo 36 empregos diretos e 24 indiretos, nas obras das escolas Ignácio de Freitas Rolim (Porto), Ivanir Dias (Cohab Tablada) e Zola Amaro (Fragata). A Modelar gera 135 postos de trabalho direto e 65 indireto, atuando nas escolas Albina Peres (Areal), Cassiano Ricardo (Fragata) e Darcy Ribeiro (Guabiroba). A Azevedo Aquino absorve a mão de obra de 52 trabalhadores diretos e de 37 indiretos, nas escolas Monteiro Lobato (Simões Lopes), Dyrio Gourgot (Fátima), José Lins do Rego (Cruzeiro) e Vinícius de Moraes (Jardim Europa). Saúde A Secretaria de Saúde (SMS) também se tornou geradora de empregos, através de empresas que executam projetos de expansão, reformas, construção e melhorias de unidades básicas (UBSs). Ao todo, atualmente, 73 trabalhadores estão em atividades em obras da SMS, sendo cinco na UBS Guabiroba, sete na Vila Nova, nove em Corrientes, nove na Sanga Funda, 15 na UPA I Ferreira Viana, 16 na UPA III Bento Gonçalves, além de 12 apenados do regime semiaberto.