O encontro promoveu momentos de reflexão e integração entre os profissionais, com ênfase no autocuidado

Oficina de psicodrama promove saúde mental

O encontro promoveu momentos de reflexão e integração entre os profissionais, com ênfase no autocuidado

Por Isabella Barcellos 23-10-2026 | 22:20:04
Tags: Saúde Mental , Psicodrama , Oficina

Nesta quarta-feira (21), a Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), por meio do Laboratório de Arte e Psicologia Social (LAPSO), realizou uma oficina de psicodrama voltada aos orientadores educacionais da rede municipal de ensino de Pelotas. O encontro promoveu momentos de reflexão e integração entre os profissionais, com ênfase na saúde mental, no autocuidado e no fortalecimento de vínculos.

Criado pelo médico Jacob Levy Moreno no começo da década de 1920, o psicodrama é uma abordagem psicoterapêutica que utiliza a dramatização e a improvisação para explorar sentimentos, rever conflitos e analisar reações. “O psicodrama é uma ferramenta muito potente para se trabalhar esse tipo de formação. Então, por exemplo, se a Secretaria está com um problema e os alunos estão muito hostis ou agressivos com os professores, é possível fazer esse trabalho tanto com os educadores, para que saibam mediar e intervir, quanto com os próprios alunos, para reposicioná-los na relação com os professores”, afirma o professor do curso de psicologia da UFPel e coordenador do LAPSO, Édio Raniére da Silva. 

Através da oficina, diferentes vivências do ambiente escolar foram revividas e trabalhadas pelos orientadores. "Ao invés de dizer pra pessoa como ela deve fazer, ela mesma vai vivenciar e dramatizar a cena. É a partir do teatro, então, que a gente realiza esse tipo de formação, ou esse tipo de educação”, relata Silva.

Para o assessor pedagógico do Centro de Intervenção e Mediação Educacional (CIME), Dídio Lopes, a experiência foi positiva. “Pude conectar com minhas emoções, minhas vivências e com histórias que, de alguma forma, também fazem parte de mim. Senti que o espaço de escuta, troca e expressão me permitiu olhar para mim e para o outro com mais sensibilidade. Foi uma experiência de acolhimento, reflexão e reconhecimento, que me fez perceber a importância de cuidar de quem cuida e de valorizar nossas próprias histórias”, explica.

Imagens - divulgação/SME

Em 04 de novembro deste ano, uma nova turma de orientadores também terá a oportunidade de viver essa experiência.

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