Ônibus: TRT não se manifesta sobre legalidade da paralisação
Dia 26, será realizada audiência entre empresários e trabalhadores no Foro Trabalhista de Pelotas
O vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RS), desembargador Ricardo Carvalho Fraga, expediu despacho sobre a paralisação do transporte coletivo de Pelotas, que já se encontra no terceiro dia. No documento, não há manifestação sobre a legalidade do movimento, nem sobre a frota mínima que deveria estar circulando, com 30% dos carros, conforme a lei de greve.
Foto: Ascom
O desembargador confirma a data de quarta-feira (26), para audiência dos empresários e empregados do transporte coletivo urbano com a diretora do Foro de Pelotas, Cacilda Ribeiro Isaacsson e, para o dia 7 de janeiro, no TRT em Porto Alegre.
Tanto o secretário do Consórcio do Transporte Coletivo de Pelotas (CTCP), Enoc Guimarães, como o secretário municipal de Transporte e Trânsito, Flávio Al-Alam, confirmam que há empresas abertas, sem piquetes nos portões. No entanto, trabalhadores não apareceram para colocar a frota em circulação.
Os empresários vão reiterar ao desembargador que defina o percentual mínimo a trabalhar, liberando-o em todas as garagens, e a multa. A medida visa à garantia de transporte parcial em toda a cidade.
Enquanto prossegue o impasse entre as classes dos rodoviários, a população continua sendo atendida por transporte alternativo. Vans, micro-ônibus e veículos de passeio têm realizado serviços de lotação. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Transporte e Trânsito, credenciou interessados, fixando o preço da passagem em R$ 3,00.