Oficina e ação na Cohab Tablada também integram programação que busca alertar a comunidade sobre a importância de checar informações

Palestra sobre fake news lota auditório do Campus II da UFPel

Oficina e ação na Cohab Tablada também integram programação que busca alertar a comunidade sobre a importância de checar informações

Por Autor desconhecido 07-05-2019 | 15:17:44
Tags: educação , jornalismo , fake news , fato ou fake , ascom

Auditório lotado e plateia atenta para a palestra da professora e jornalista Taís Seibt realizada na noite de segunda-feira (6), no Campus II da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). O evento reuniu mais de 150 pessoas para ouvir o tema ‘Como identificar e combater fake news’, mais tarde desmistificado pela palestrante, que ampliou a discussão para além do fato ou mentira. Além da palestra, uma oficina realizada nessa terça-feira (7) preparou 20 alunos do curso de Jornalismo da UFPel para trabalho de imersão que ocorrerá nesta quarta (8), na Associação de Moradores da Cohab Tablada.  

Palestra reuniu alunos da UFPel - Fotos: Michel Corvello

Segundo Taís, as questões que poluem o debate público hoje em dia vão além do fato ou fake. “As pessoas não compartilham informações falsas porque são falsas, elas compartilham porque veem confirmadas suas crenças, convicções. É preciso entender melhor esse ambiente que relativiza os fatos e evidencia as emoções.” Para ela, ainda que houvesse um consenso mínimo sobre o que é fake news, este seria insuficiente para traduzir o fenômeno contemporâneo da desinformação. “As pessoas acreditam no que querem acreditar. Há outras coisas envolvidas nesse processo.”

A opinião dela vai ao encontro da fala do assessor de comunicação da Prefeitura, o jornalista Gustavo Azevedo. Ele já viu muitas notícias mentirosas sobre a atuação do Executivo serem divulgadas, prejudicando o fazer público ao criar desconfiança junto à comunidade. “Também é papel do Executivo contribuir para discussões como essa. A Prefeitura ‘apanha’ muito devido às fake news e precisamos informar a população, ajudar para que ela se torne um agente mais crítico sobre as informações que recebe.”  

O professor de Jornalismo da UFPel, Carlos Dominguez, o Cadré, considera a vinda da palestrante Taís à cidade muito importante. “Hoje, o jornalista, além de se preocupar em oferecer uma informação de qualidade, precisa lidar com as notícias mentirosas que têm um poder de inserção maior, devido ao apelo que geralmente carregam. Os futuros profissionais precisam estar atentos e nada melhor do que eventos como este para isso.” De acordo com Daniel Cuca, sócio-diretor da Incomum, atividades como essa valorizam a verdade e a prática de um jornalismo qualificado.  

Combate à desinformação

Além da palestra, uma oficina realizada nessa terça-feira (7) preparou os alunos para um trabalho de imersão que ocorrerá nesta quarta (8), na Associação de Moradores da Cohab Tablada. “É a chance que temos de estar dentro da comunidade, levando informação à população sobre como identificar o que é verdade ou mentira dentre as notícias que nos chegam, quase sempre nas redes sociais”, disse a estudante do 3º semestre de Jornalismo, Julia Moreira, 20 anos.  

Conforme Taís Seibt, nem sempre é fácil explicar o tema das fake news a quem não é jornalista, mas é algo necessário. “Só se combate desinformação com informação. Não podemos restringir esse debate aos muros da Universidade. Ele precisa ir além, chegar na comunidade e é isso que vamos demonstrar nesta quarta.” A ação realizada pelo Centro de Letras e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), conta com apoio da Prefeitura, da agência Incomum e do Instituto Pesquisas de Opinião (IPO).

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