Palestras debatem o planejamento e a segurança no trânsito
Tema foi abordado durante o 4º Seminário Temático do Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas
Na tarde dessa quarta-feira (5) ocorreu, no Salão Nobre da Prefeitura, o 4º seminário temático promovido pela equipe de trabalho do Plano de Mobilidade Urbana de Pelotas, intitulado “Circulação Urbana e Infraestrutura Viária”. Três palestrantes versaram sobre aspectos espaciais das cidades, planejamento urbano e soluções para questões relativas à mobilidade.
Fotos: Gustavo Vara
Confira aqui a matéria sobre a primeira parte do evento.
O arquiteto da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), Cláudio Ugalde, falou sobre acessibilidade viária e mobilidade urbana, e como o conhecimento do mapa da cidade, com a disposição das ruas e quarteirões, favorece as estratégias de soluções para o trânsito. Ugalde explicou que as cidades, e os movimentos em seu interior, são complexos, e que mudanças em uma das vias acabam por influenciar o restante do sistema.
A organização espacial do Centro Histórico de Pelotas, com as quadras alinhadas e de tamanhos semelhantes, apresenta um padrão de acessibilidade favorável ao movimento na cidade”, explica o arquiteto, Cláudio Ugalde.
O representante alertou ainda que, ao construir o Plano de Mobilidade Urbana, é preciso prever quais ruas podem se tornar de intenso fluxo após a realização de obras e mudanças na infraestrutura da cidade, que ocorrem de forma dinâmica.
A coordenadora de projetos de segurança viária do WRI Brasil Cidades Sustentáveis, Marta Obelheiro, encerrou a tarde de conversas apresentando alternativas para garantir a segurança aos usuários das vias urbanas. Foram apresentados casos de cidades como Nova Iorque, Bogotá e Buenos Aires, que tiveram sucesso na redução de acidentes graves e com vítimas fatais a partir de mudanças no desenho das ruas onde era registrado maior número de ocorrências e risco aos transeuntes.
Ruas completas
Obelheiro apresentou o conceito de ruas completas, baseado na divisão do espaço da via de acordo com o levantamento dos tipos de transporte utilizados, com espaço previsto para os pedestres, ciclistas, automóveis e transporte público, ser for o caso. Mobiliário urbano como bancos, arborização e espaços de convivência também integram esse tipo de desenho.
Pensar um desenho de rua que contemple diferentes modos de transporte aumenta segurança e contribui para uma cidade mais saudável e voltada para as pessoas”, defende Marta Obelheiro.
Marta discorreu sobre outros aspectos importantes para a segurança no trânsito, como uma legislação que regule os limites de velocidade, uma das principais infrações relacionadas a acidentes graves e com vítimas fatais, e como isso deve ser pensado junto ao desenho urbano, o acesso ao transporte coletivo, a segurança e o espaço garantido para todos os modos de transporte.
O vice-prefeito Idemar Barz, os secretários de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana, Jacques Reydams, e de Trânsito, Flavio Al – Alam, e o reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Curi Hallal, participaram da solenidade de abertura do evento.