Panificação apresenta demanda para cursos do Projovem
Em reunião com representantes do Sindicato dos Panificadores de Pelotas (Sindipel), na tarde de hoje (16), o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Carlos Mário Santos, conheceu a demanda do setor para a formatação dos cursos de Projovem: 180 profissionais. Presidente da entidade, o empresário Mário Filho informou a necessidade, estimada do segmento pelotense, de 30 confeiteiros, 50 atendentes treinados, 50 cozinheiros e 50 padeiros. As aulas do Plano de Implementação do Projovem Trabalhador – Juventude Cidadã deverão começar no final de maio e ser concluídas em dezembro.
Principal encaminhamento do encontro – que contou com a participação de uma dezena de membros do sindicato, entre eles o conselheiro fiscal, Ramiro Rodrigues, e o suplente da diretoria, Mozart Maru – a reunião entre diretores do Senai, do Senac, do Sebrae e do sindicato, sob a condução do secretário, ocorrerá na semana que vem. Por oferecer treinamento específico a atendentes de padarias, o Sebrae entrou no rol de entidades contatadas com o fim de ministrar aulas aos jovens do Programa.
“Parte do sistema S foi convocado com a meta de sanar as eventuais dificuldades e responder às aspirações do segmento”, anunciou o secretário. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE) vai intermediar a exposição, às instituições de ensino, das necessidades de mão-de-obra que foram adiantadas ao titular Santos. Fundamentalmente, afirmou Mário Filho, o nicho de panificação carece de funcionários qualificados para a confecção básica da massa e que conheçam os conceitos principais, principalmente higiene e fermentação.
Outra demanda nova nas padarias, relata o empresário, o preparo de molhos para coberturas e recheios, com novas combinações de sabores, também poderia integrar a pauta cursos em elaboração. “A grande dificuldade do profissional é migrar do conceito de porções para percentuais e quantidades precisas de ingredientes, atendendo as novas regras de mercado”, explicou o presidente do Sindipel, referindo-se às exigências da Anvisa.
Quanto ao uso do maquinário, questionado pela pedagoga da Secretaria Municipal de Cidadania, Leonice Chaves, Mário Filho esclareceu: “a maioria ainda é mecânica e não apresenta grandes dificuldades”. Preocupado com espaço físico para a efetivação das aulas, Mozart Maru sugeriu ao secretário a realização de uma parceria com o Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça (CAVG), cujas instalações de panificação estão fechadas. Funcionários da SDE farão contatos com a escola de ensino médio com o intento de alinhavar ações conjuntas futuras.
Para a concretização da finalidade de aumentar os índices de cidadãos economicamente ativos, a SDE está buscando parcerias junto ao empresariado: “Queremos que as categorias econômicas absorvam esta mão-de-obra qualificada”, argumenta Santos. A conversação com o Sindipel pertence à estratégia de manter diálogos em todas as instâncias, abrangendo sindicatos profissionais, empregadores e instituições de diversos setores.
Toda esta movimentação com os nove sindicatos integrantes da Casa da Indústria – cujos setores são construção civil, metalurgia e metal-mecânica, panificação e indústrias de conserva e de carne – justifica-se pela exigência do Governo Federal de que sejam empregados, ao menos, 30% dos alunos. A meta mínima da Prefeitura de Pelotas é inserir, no mercado de trabalho, metade do contingente qualificado. “Mão-de-obra de qualidade, antiga reclamação do empresariado local, consiste no principal benefício da nossa iniciativa”, acrescenta o secretário.
Adicionalmente à profissionalização, os candidatos que estiverem de acordo com os pré-requisitos do programa terão aulas de inclusão digital; valores humanos, ética e cidadania; educação ambiental, higiene pessoal e promoção da qualidade de vida; e noções de formação de cooperativas, entre outros temas. O ensino oferecido como um “valor agregado” à formação geral adicionará, ao currículo do educando, 100 horas/aula.
Conheça mais sobre o Projovem de Pelotas:
Beneficiados: mil jovens.
Pré-requisitos: idade entre 18 e 29 anos, desempregado (a), ensino fundamental ou médio em andamento ou concluído.
Arcos ocupacionais: alimentação, construção e reparos (revestimentos e instalações), madeiras e móveis, metal mecânico, transporte e vestuário.
Renda: poderá variar entre renda 1,5 e dois salários mínimos.
Investimento da União: R$ 1,4 milhão
Contrapartida do município: R$ 207 mil.