Pelotas assume regulação regional do Samu

Por Divulgação 23-04-2010 | 00:00:00
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       O Município de Pelotas deve assumir até o meio deste ano a regulação regional do Samu. O assunto foi tratado na manhã de hoje (23), durante reunião, pelo secretário da Saúde, Francisco Isaias, com o consultor técnico do Ministério da Saúde, Dani Luiz, e a coordenadora Regional  Salvar  Samu, do governo do estado, Magda Dorr.  No encontro também foi avaliada a pauta de reivindicações do Simers (Sindicato Médico-RS).
       Assumindo a regulamentação regional,o Município passará a aportar recursos novos na ordem de R$ 67,5 mil mensais,  sendo R$ 45 mil do governo federal e R$ 22,5 mil do governo do estado. Além disso, haverá a renovação da frota, com duas novas ambulâncias e uma motocicleta, que deverão ser entregues em junho.
      O Ministério da Saúde acena também com recursos para infraestrutura operacional, sendo R$ 150 mil para obras de adequação da Samu, R$ 29,1 mil para aquisição de mobiliário, e R$ 110 mil para compra de equipamentos.
      Também ficou definida a realização de curso de capacitação de regulamentação médica, destinado a todos os profissionais da Samu. A Secretaria também define hoje(23) à tarde a ampliação, para médicos do Samu, de curso de  ATLS (  Advanced Trauma Life Support).
      Com previsão de inauguração do sistema de Regulamentação Regional, em junho deste ano, além de Pelotas, estão inseridos os municípios de Rio Grande, São Lourenço, Santa Vitória, São José do Norte, Canguçu e Chui.



      A secretaria estará a partir de agora fazendo um estudo visando atender a reivindicação do Simers-RS, e dos funcionários da Samu, adiantou Isaias. Entre estas reivindicações, que foram apresentadas, está a equiparação salarial aos médicos do Pronto-Socorro, abono emergencial a equipe, capacitação a equipe técnica, informatização da sala de regulação, renovação da frota de ambulâncias, e contratação de mais médicos.
      Isaias acrescentou também, que o município investe 17,75% de seus recursos tributários na área da saúde. Apesar da sustentação financeira da SAMU ser competência de 50% da União, 25% de município e igual fração do estado, hoje o déficit do Município está em torno de R$ 17 mil ao mês, já que os custos operacionais giram em torno de R$ 187 mil mensais.
      Hoje (23) à tarde, o secretário reúne-se com representantes do Simers, para discutir as reivindicações da categoria.

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