Pelotas cotada para o mercado do Crédito de Carbono

Por Divulgação 20-10-2008 | 00:00:00
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Pelotas está cotada para entrar num novo e promissor mercado: o mercado de créditos de carbono.Nesta manhã (20) o prefeito em exercício, Adalim Medeiros (PMDB), acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico(SDE), Carlos Mário Santos, recebeu visita do administrador geral no Brasil do banco jponês Sumitomo Mitsui, Hajime Uchida, acompanhado do deputado Estadual, Nelson Harter PMDB) e de lideranças empresariais pelotenses.

Hajime Uchida está em Pelotas em busca de empresas para investimentos financeiros que visem o desenvolvimento sustentável para geração de créditos de carbono, baseadas nas diretrizes do Protocolo de Quioto. Segundo o investidor japonês, Pelotas se encaixa plenamente no tipo de projeto que o Banco está procurando, por diversas razões, entre elas, por possuir ótimos fornecedores de biomassa, como casca de arroz e madeira, mão de obra capacitada, universidades, posição geográfica estratégica na região sul e uma capacidade logística para escoamento de produtos diversificada com porto, ferrovia e rodovia.

Uchida também destacou o interesse em investir na indústria de celulose na região, para exportação de papel para o mercado japonês e a organização no Município da sociedade civil, por meio de entidades como Aliança Pelotas, além do fundamental apoio e suporte dado pelos órgãos administrativos do Município e do Estado.

O secretário da SDE, Carlos Mário Santos, colocou à disposição o apoio da Secretaria. “Esta parceria e integração que existe entre Administração municipal, Assembléia Legislativa, instituições de ensino e sociedade civil organizada para o desenvolvimento de nossa cidade e para busca de grandes investimentos e investidores”, destacou o deputado Estadual do PMDB, Nelson Harter.

Créditos de Carbono

Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissôes (RCE) são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente corresponde a um crédito de carbono.

Créditos de carbono criam um mercado para a redução de GEE dando um valor monetário à poluição. Acordos internacionais como o Protocolo de Quioto determinam uma cota máxima que países desenvolvidos podem emitir. Os países por sua vez criam leis que reduzam as emissões de GEE. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono, em geral de países em desenvolvimento.

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