Pelotas e Rio Grande firmam novo convênio
O Movimento Brasil Competitivo (MBC) foi procurado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ser o seu parceiro em todo país, na busca de locais de grande potencial para novos investimentos. Após análise enviada ao BID pelo MBC, representantes visitaram Pelotas, há cerca de um mês e avaliaram positivamente a situação encontrada no município em relação a sua gestão. Diante disto o BID, o MBC, o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP), Movimento Novo Sul, prefeitura de Pelotas e prefeitura de Rio Grande, assinaram termo de cooperação visando contribuir expressivamente para o desenvolvimento da região.
O termo foi assinado durante reunião almoço nesta quinta-feira (27), na Galeteria Lobão, com a presença de representantes da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e do Sebrae. A nova parceria firmada em conjunto pelos municípios de Pelotas e Rio Grande, visa o desenvolvimento integrado e aprimoramento da competitividade da região. As ferramentas utilizadas neste novo termo de cooperação foram desenvolvidas pelo Instituto Mexicano para Competitividade (IMCO), utilizadas naquele país e respaldadas mundialmente.
Pela representatividade, características importantes e alianças já formadas, Pelotas e Rio Grande foram as cidades escolhidas para serem as pioneiras no Brasil onde o MBC irá aplicar a metodologia do IMCO. O método consiste primeiramente na geração de indicadores de competitividade, cabendo as prefeituras disponibilizarem informações de difícil acesso, para que, posteriormente estes sejam adequados em metas a serem alcançadas dentro de cada realidade.
“Estive esta semana em um evento em Erechim e lá ouvi que aquela região está com inveja, no bom sentido, da região sul, mais precisamente deste movimento que esta acontecendo, desta mobilização em prol do desenvolvimento. Ouvi também que o que está acontecendo aqui é uma verdadeira revolução, que em no máximo duas décadas, esta região que dizem estagnada, será a mais produtiva e com maior visibilidade do estado”, destacou o coordenador do PGQP, Luiz Pierri. O representante do Movimento Novo Sul, Fernando Estima, também lembrou em sua explanação que o cenário já é de mudança com a integração de diversos setores.
“Neste enorme Brasil, o BID nos viu. Isso vai chamando atenção para região, para novos investimentos. É importante sermos vistos, pois este é um fator de competitividade. Assim estamos mostrando aos pessimistas de ‘plantão’, que: não somos tão ruins – não somos tão bons quanto gostaríamos - mas com certeza somos muito melhores do que eles pensam”, destacou o prefeito Adolfo Antonio Fetter. O esforço de reduzir gastos, medir índices, gerar aumento de receita não é para a prefeitura é para a comunidade, lembrou o prefeito.
Ele ressaltou ainda que esta busca por indicadores parece não ser palpável, mas que é necessária para que as gestões possam saber onde estão os erros, que não devem ser escondidos, pois esta é a única forma de resolvê-los. Fetter lembrou ainda que há dois anos, quando implantou o PGQP na prefeitura, muitos não acreditaram no programa, onde se falava muito em indicadores, metas, tabelas, controle interno e afins, contudo, atualmente, o resultado obtido é substancial, na ordem de R$ 2 milhões na redução de despesas e mais R$ 1 milhão no incremento de receita, ao mês. “Gastando menos, de forma equilibrada, controlada, por meio de sistemas de análise, estamos fazendo obras para comunidade, atendendo demandas antigas, e não ficando apenas no cotidiano”, frisou Fetter. Ele declarou que é necessário fazer o trabalho do dia a dia, como tapar buracos, por exemplo, mas que é fundamental planejar o futuro, pensar a longo prazo, evitar incêndios.
Encerrando a reunião almoço, o diretor-presidente do MBC, Cláudio Gastal, agradeceu o engajamento das duas prefeituras, destacou que o mesmo programa está sendo solicitado pelo governo do Panamá, para ser implantado pelo MBC naquele país. Destacou também que as ferramentas de qualidade utilizadas para o levantamento de dados é fornecida pelo MBC ao governo federal para envio dos mesmos ao Fórum de Davos, na Suíça. Gastal lembrou que este termo de cooperação entre os municípios em conjunto com MBC e BID, é o piloto e que o prazo para a primeira fase do projeto encerra no dia 26 de outubro, onde o relatório final com todos os dados e estatísticas serão apresentados, constando as 141 variáveis estudadas para apresentação de soluções que visem resultados economicamente robustos para região, bem como, o diagnostico dos fatores de desempenho.