Pelotas lembrará o “18 de maio” durante toda a semana
A próxima semana será de muitas atividades em Pelotas em torno do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual. A programação se estende de segunda (17) a sexta-feira (21) e passa por vários setores da sociedade. A programação é promovida pela Prefeitura, em parceria com o Sest/Senat, o Núcleo de Atenção à Criança e ao Adolescente (Naca) e a Organização Não-Governamental Gesto
Confira a Programação
Dias 17,19 e 21 de maio
Das 8h30 às 12h – “Conversando sobre Violência II”; – Realização de Oficinas pedagógicas para técnicos da rede municipal de Assistência Social, no auditório do Campus II da Universidade Católica de pelotas (Barroso, 1202)
Dia 17 de maio
15h – Exibição do filme Anjos do sol no Auditório do SEST/SENAT
17h30 – Coquetel de abertura da semana de Enfrentamento à Exploração de Crianças e Adolescentes, no foyer do SEST/SENAT
Dia 18 de maio
Distribuição de material informativo sobre Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nas praças de Pedágio do Pólo Pelotas durante todo o dia;
Das 9h às 12h e das 14h às 17h – Realização da Capacitação para Conselheiros Tutelares, no Auditório da Secretaria Municipal de Cidadania e assistência Social (Rua Marechal Deodoro, 404).
14h – Blitz na Polícia Rodoviária Federal
De 19 a 21 de maio
Reprodução do filme Anjos do Sol nas escolas para alunos do ensino médio.
Porque 18 de Maio?
A idéia de criação do dia 18 – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de maio surgiu em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas de todo o país, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro da Articulação Internacional para eliminação da prostituição infantil, da pornografia infantil, do turismo sexual e do tráfico de crianças e adolescentes para fins de exploração sexual (Ecpat) no Brasil. Em 2000, foi criada a Lei Federal N°. 9970/00, que oficializou a demanda dos movimentos sociais.
A data foi escolhida, pois neste mesmo dia, em 1973, Araceli Cabrera Sanches, uma menina de oito anos foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e assassinada por filhos da alta sociedade de Vitória, no Espírito Santo. A menina só foi sepultada três anos depois. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Apesar disso, poucos foram capazes de denunciar o acontecido.O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos. Os acusados eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas, e lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas. Mesmo o caso tendo comovido todo o país, em 2010 completa 37 anos ainda impune. “Há dez anos a sociedade civil e o poder público organizam atos em todo o Brasil para marcar esse dia e reafirmar a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis”, afirma o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.