Pelotas precisa de R$ 5,3 milhões para reconstruir vias urbanas
A força do temporal que desabou sobre Pelotas na semana passada abalou as estruturas da vias urbanas da cidade, tanto aquelas sem pavimento quanto as pavimentadas com asfalto ou pedra. A Secretaria Municipal de Obras inspecionou na semana passada o perímetro urbano, e concluiu: será preciso R$ 5,3 milhões para recuperar os danos causados pelo desastre natural apenas na pavimentação.
O documento relacionando todas as ações e recursos necessários será anexado ao relatório a ser encaminhado pelo prefeito Adolfo Antonio Fetter ao Ministério das Cidades, para servir como base ao pedido de indenização da Prefeitura. “O estrago foi grande, não só o aparente, mas também aquele que surgirá apenas como tempo.
Como foram encharcadas, quando o sol bater forte as vias devem começar a trincar”, avalia o secretário de Obras, João Tavares. “Por isso temos que buscar recursos para renovar essa estrutura, antes de perdê-la”, completa.
Enquanto executam os trâmites burocráticos para o repasse de apoio financeiro do Governo Federal, a Administração Municipal dá início à recuperação com recursos próprios. A Secretaria de Obras começa amanhã (4) uma operação tapa-buracos em trechos de asfalto, enquanto a Secretaria de Serviços Urbanos passa hoje (3) a patrola em ruas da Sanga Funda, Getúlio Vargas e Dunas – ontem ela esteve no Passo do Salso.
Ainda não há previsão, entretanto, para aplicação de saibro, já que esta depende de o tempo voltar a ficar seco.
Avaliação
No relatório apresentado pela Secretaria de Obras estão relacionadas as ações e valores necessários para o restabelecimento da integridade da pavimentação, drenagem e obras de arte das vias urbanas mais afetadas pelo temporal. As vias foram divididas por categorias: não pavimentadas, pavimentadas com asfalto e pavimentadas com pedras ou blocos de concreto.
Nos 320 quilômetros de ruas e avenidas não pavimentadas da cidade, as chuvas destruíram travessias subterrâneas de esgotamento pluvial e caixas coletoras, produziram buracos, depressões e sobre-elevações, além de arrastarem parte do saibro de acabamento superficial para as valas de drenagem. Para compra de material e efetuação das ações necessárias para reconstituição destas vias, a SMO estima que seja necessário R$ 1,5 milhão.
Já as vias pavimentadas em asfalto foram divididas em duas categorias: os 30 quilômetros recentemente pavimentados pelo projeto Pelotas Pólo do Sul, que não sofreram danos, e os outros 60 quilômetros de pavimentação antiga, com mais de dez anos. Nestes trechos foram constatadas fissuras e desagregação da banda de rolagem. A previsão é que, com o tráfego normal nos próximos dias e o sol de verão, os buracos surjam de forma crescente.
Para evitar que isso ocorra, a manutenção e conservação dos pontos mais críticos, com operações tapa-buracos e sela-trincas, começará imediatamente. As ações devem ser realizadas em cerca de 25% da ruas pavimentadas em concreto da cidade, com um custo de R$ 3,1 milhões.
Já nas ruas pavimentadas com pedras ou blocos de concreto, foi verificada a desintegração da base de sustentação e conseqüente afundamento superficial. Considerando que os custos de recomposição deste tipo de pavimento equivalem a aplicação de capa asfáltica, a SMO sugere que se escolha a segunda opção. Deve ser asfaltada cerca de 10% da malha viária pavimentada com pedras ou blocos de concreto, com um custo total de R$ 689 mil.