Pelotas registra três surtos de caxumba

Por Divulgação 17-05-2016 | 00:00:00
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A Secretaria de Saúde (SMS) tem três surtos de caxumba caracterizados em Pelotas: na Universidade Católica (UCPel), na Universidade Federal (UFPel) e no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case). Nesses locais, há concentração de vários casos da doença. Para controlar a expansão de casos, a SMS está atualizando as carteiras de vacinação. Todos os usuários do sistema público de saúde, com idade entre um e 49 anos, devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência, levando a carteirinha, para que a equipe da sala de vacinas avalie a necessidade de aplicação da Tríplice Viral, que imuniza, com vírus inativados, contra caxumba, rubéola e sarampo. No ano passado, nenhum caso foi registrado. Neste ano, as últimas notificações apontavam a ocorrência de 26, sendo a maior incidência nos ambientes dos cursos universitários, embora a vacinação conste no calendário das pessoas de um a 49 anos. A chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica da SMS, Maria Regina Reis Gomes, informa que os menores de 20 anos necessitam de duas doses da vacina, porque o sistema imunológico não atinge a proteção necessária com apenas uma. Com mais de 20 anos, o sistema está formado, sendo suficiente uma dose. Adultos com até 49 anos, que nunca se vacinaram, devem receber a imunização. “As pessoas que se enquadram na faixa entre um e 49 anos devem ir às UBSs conferir a sua carteira. A vacinação é o único meio eficaz e preventivo contra a caxumba”, comentou Maria Regina, salientando que os agentes comunitários de Saúde, quando em visita aos pacientes, estão orientados a verificar os carimbos de vacinação dos moradores e a encaminhá-los à Unidade Básica caso não estejam em dia. Sintomas A caxumba provoca febre, intumescimento da glândula parótida (inchaço nas laterais do pescoço) e dificuldades para engolir, porque o local incha externa e internamente. A recomendação é não se automedicar. É necessário procurar um médico, que afastará o doente de suas atividades rotineiras, seja trabalho ou estudo, para que faça o devido resguardo e evite a transmissão. Em Pelotas, a maior incidência de casos de caxumba foi constatada em rapazes, embora também haja moças com a doença. “Quem está adoecendo é porque não está vacinado”, afirmou Maria Regina, enfatizando que a gravidade da caxumba é a mesma para ambos os sexos.

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