Coordenadora municipal do programa na Smed foi escolhida para participar do 10º Encontro Nacional em Brasília

Pelotas representa RS em evento nacional do Bolsa Família

Coordenadora municipal do programa na Smed foi escolhida para participar do 10º Encontro Nacional em Brasília

Por Autor desconhecido 23-11-2018 | 11:25:25
Tags: bolsa família , educação , intersetorialidade , brasília , encontro

Nos dias 5, 6 e 7 de dezembro, Brasília sedia a décima edição do ‘Encontro Nacional do Bolsa Família na Educação’ e Pelotas será a representante do Rio Grande do Sul no evento. A coordenadora municipal do programa na Secretaria de Educação e Desporto (Smed), Lívia Tatsch Alves, estará na capital federal para participar da atividade, que lançará a plataforma ‘Trajetórias Escolares’, responsável por reunir o histórico da frequência escolar de todos os beneficiados e dar um direcionamento para cada caso. O município foi convidado para integrar a construção da ferramenta.

A professora aponta que o trabalho de intersetorialidade executado no município – unindo as frentes de educação, saúde e assistência social – foi o motivo decisivo para Pelotas representar o estado. “Quando a coordenação estadual me convidou disse que a cidade é a única que atua desta forma no RS”, comenta Lívia. O encontro é promovido pelos ministérios de Desenvolvimento Social (MDS) e de Educação (MEC).

Trabalho interligado entre profissionais de saúde, educação e assistência social justificou o convite para representar o estado. Fotos: Divulgação

A professora afirma que, desde que assumiu a frente do programa, em 2013, buscou interligar as secretarias e apostar no compartilhamento de informações para qualificá-lo. Desde lá, organiza palestras, encontros e divulgação de materiais informativos para as comunidades escolares pelotenses. Atualmente, Lívia acompanha 8.800 crianças e jovens, de 6 a 18 anos, de 141 escolas públicas, privadas e filantrópicas do município.  

Esforço coletivo

A coordenadora explica que, há cinco anos, estava desacreditado o trabalho de informar a frequência dos estudantes, que é uma condicionalidade do programa e bloqueia benefícios, quando descumprida. A primeira medida para transformar este cenário foi a reunião de diretores e secretários de todas as escolas para esclarecer sobre como funcionava o programa e o Cadastro Único. A ação deu sequência ao projeto ‘Exercendo a intersetorialidade do Bolsa Família no município de Pelotas”.   

Hoje posso dizer, com toda a certeza, que temos um trabalho extremamente qualificado; e isso se deve à seriedade com que as escolas lidam com o programa. Fazemos seminários anualmente para aproximar técnicos da assistência social, saúde e educação. Isso garante que o benefício seja destinado para quem realmente precisa”, reforça Lívia.

Monitoramento

Em 2018, o acompanhamento do Bolsa Família na Educação se manteve superior a 90% — chegando ao melhor índice de 95,30%, referente a agosto e setembro. A cada dois meses, a coordenação analisa o percentual de beneficiados monitorados pelo programa. O primeiro, relativo a fevereiro e março, foi de 90,5%; o segundo, 92,3%; e o terceiro, 90,4%. “Tem muitos que estão cadastrados mas não recebem porque não são localizados, nem pelas unidades escolares, de saúde ou assistência social”, informa a coordenadora.

O índice de crianças e jovens em descumprimento da condicionalidade da educação – frequência abaixo de 85%, para alunos de até 16 anos, e de 75%, para estudantes de 16 a 18 – também é acompanhado. No último período avaliado (junho e julho), o número chegou a 6,1%. “Os principais motivos, apontados pelas escolas, que levam à infrequência, são o desinteresse e o abandono do aluno e a negligência dos pais ou responsáveis. Geralmente, a suspensão ou bloqueio do benefício é por conta do descumprimento desta condição”, afirma.  

Lívia também integra a Comissão Municipal de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (Competi) e a Assessoria de Programas Educacionais (Apeduc), da Smed.

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